sexta-feira, 6 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
4/4 Dia do Parkinsoniano
11 de Abril - Dia Internacional do Parkinsoniano
DOENÇA DE PARKINSON
O que é?
Dença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:
Como se desenvolve?
A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).
O que se sente?
Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia).
A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa, "graxenta" e seborréica.
A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.
Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.
Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura.
Como se trata?
O diagnóstico à medida que o tempo passa se torna mais nítido, evidente e fácil (a exemplo e imagem do Papa João Paulo II). Assim não é o tratamento, que costuma inicialmente dar resultados excelentes se os enfoques e cuidados terapêuticos necessários forem tomados.
Cada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavorecer outro. É necessário corrigir a diminuição progressiva da dopamina com calma.
O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, psicoterapia e, em alguns casos selecionados, cirurgia. É importante tomar cuidado com certos tipos de medicamentos que desencadeiam ou pioram a síndrome Parkinsoniana
Fonte: http://www.jornalvivabrasil.com.br/datas-comemorativas/31-abril/1021-dia-do-parkinsoniano.html
domingo, 1 de abril de 2012
Em 5 anos, rios da Grande São Paulo só pioram
São Paulo - Apesar do aumento nos índices de coleta e tratamento de esgoto na Grande São Paulo, a qualidade dos rios, córregos e represas da região continua ruim. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo nos dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostra que, entre 2005 e 2010, 65% dos 40 pontos monitorados na bacia ou piorou de qualidade ou não apresentou nenhuma melhora.
Em um recorte feito pela própria Cetesb, que leva em conta os dados históricos para apontar tendências de mudanças em longo prazo do Índice de Qualidade das Águas (IQA), apenas dois pontos de todos os 40 medidos tiveram tendência de melhora nos últimos anos. Todo o restante continua sem evolução.
"Isso mostra que a coisa está tão ruim que, mesmo reduzindo um pouco a carga poluidora, o Tietê continua com uma condição não tão boa. Por mais que tenha sido investido em tratamento de esgoto, o rio ainda não mostra melhoras", afirma Nelson Menegon, gerente da divisão de Águas Superficiais da Cetesb.
A falta de resultados visíveis na melhoria da qualidade da Bacia do Tietê também ocorre no curso mais baixo do rio, na direção do oeste do Estado. Nos outros 126 pontos monitorados pela Cetesb ao longo da Bacia do Tietê, apenas quatro apresentaram tendência de melhora nos últimos anos, segundo a companhia. Um deles, no braço do Rio Piracicaba entre Santa Maria da Serra e São Manuel, apresentou tendência de piora.
De acordo com Menegon, esse resultado é esperado. "Mais da metade da população do Estado está na Região Metropolitana de São Paulo. E a gente maltrata esse trecho do Rio Tietê", afirma.
O estado atual dos principais corpos d'água na Grande São Paulo está representado no mapa acima, que usa dados de 2010, os mais recentes. Apesar da qualidade da água ser péssima em quase toda a extensão a partir de Poá, o Rio Tietê não é o que tem o pior indicador. O líder desse ranking é o Tamanduateí que, na altura da Avenida Santos Dumont, no Bom Retiro, apresenta IQA de 14 em uma escala de 1 a 100.
A estagnação desses índices traz duas consequências principais. A primeira é a necessidade de se ampliar os índices de tratamento de esgoto em um ritmo ainda mais acelerado. Atualmente, cerca de 70% do esgoto gerado nos municípios atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é tratado. A meta para 2016 é que esse índice pule para 84% e seja de 100% em 2018.
Só isso, porém, não vai resolver o problema. "Conforme o tratamento de esgoto avança, o peso da chamada carga difusa na poluição dos rios fica maior", explica Dante Ragazzi Pauli, assistente executivo da Presidência da Sabesp. A carga difusa representa os outros poluentes que também afetam a qualidade das águas, como o lixo que cai nos cursos d'água e a poluição do ar que desce com a chuva. "Cerca de 30% da carga poluidora vem dessas fontes difusas. É preciso um esforço conjunto para controlá-las", afirma Pauli.
Segundo ele, o fato de o índice não ter melhorado não significa que os trabalhos estão sendo em vão. "Na verdade, temos de comemorar que não piorou. Se não tivéssemos feito nada, estaria muito pior do que está. Evidentemente, não conseguimos ver a olho nu essas melhorias, mas elas virão", diz. A Sabesp é responsável pela coleta de esgoto de 33 dos 39 municípios da Grande São Paulo, o que compreende 85% da população. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/04/01/em-5-anos-rios-da-grande-sao-paulo-so-pioram.htm
Em um recorte feito pela própria Cetesb, que leva em conta os dados históricos para apontar tendências de mudanças em longo prazo do Índice de Qualidade das Águas (IQA), apenas dois pontos de todos os 40 medidos tiveram tendência de melhora nos últimos anos. Todo o restante continua sem evolução.
"Isso mostra que a coisa está tão ruim que, mesmo reduzindo um pouco a carga poluidora, o Tietê continua com uma condição não tão boa. Por mais que tenha sido investido em tratamento de esgoto, o rio ainda não mostra melhoras", afirma Nelson Menegon, gerente da divisão de Águas Superficiais da Cetesb.
A falta de resultados visíveis na melhoria da qualidade da Bacia do Tietê também ocorre no curso mais baixo do rio, na direção do oeste do Estado. Nos outros 126 pontos monitorados pela Cetesb ao longo da Bacia do Tietê, apenas quatro apresentaram tendência de melhora nos últimos anos, segundo a companhia. Um deles, no braço do Rio Piracicaba entre Santa Maria da Serra e São Manuel, apresentou tendência de piora.
De acordo com Menegon, esse resultado é esperado. "Mais da metade da população do Estado está na Região Metropolitana de São Paulo. E a gente maltrata esse trecho do Rio Tietê", afirma.
O estado atual dos principais corpos d'água na Grande São Paulo está representado no mapa acima, que usa dados de 2010, os mais recentes. Apesar da qualidade da água ser péssima em quase toda a extensão a partir de Poá, o Rio Tietê não é o que tem o pior indicador. O líder desse ranking é o Tamanduateí que, na altura da Avenida Santos Dumont, no Bom Retiro, apresenta IQA de 14 em uma escala de 1 a 100.
A estagnação desses índices traz duas consequências principais. A primeira é a necessidade de se ampliar os índices de tratamento de esgoto em um ritmo ainda mais acelerado. Atualmente, cerca de 70% do esgoto gerado nos municípios atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é tratado. A meta para 2016 é que esse índice pule para 84% e seja de 100% em 2018.
Só isso, porém, não vai resolver o problema. "Conforme o tratamento de esgoto avança, o peso da chamada carga difusa na poluição dos rios fica maior", explica Dante Ragazzi Pauli, assistente executivo da Presidência da Sabesp. A carga difusa representa os outros poluentes que também afetam a qualidade das águas, como o lixo que cai nos cursos d'água e a poluição do ar que desce com a chuva. "Cerca de 30% da carga poluidora vem dessas fontes difusas. É preciso um esforço conjunto para controlá-las", afirma Pauli.
Segundo ele, o fato de o índice não ter melhorado não significa que os trabalhos estão sendo em vão. "Na verdade, temos de comemorar que não piorou. Se não tivéssemos feito nada, estaria muito pior do que está. Evidentemente, não conseguimos ver a olho nu essas melhorias, mas elas virão", diz. A Sabesp é responsável pela coleta de esgoto de 33 dos 39 municípios da Grande São Paulo, o que compreende 85% da população. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/04/01/em-5-anos-rios-da-grande-sao-paulo-so-pioram.htm
sábado, 31 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Evoluir ou não?
Corto realizado por Pablo Llorens para SETEM Comunitat Valenciana.
El dilema entre "Homo consumus" y "Homo responsabilus" analizado por el Prof. Setemius desde su programa "Grandes Documentales Marcianos".
¡¡¡No seas Homo consumus!!! ¡¡¡Evoluciona!!
sexta-feira, 23 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
Musica de bio - Organelas
Mitocôndria, mitocôndria
É quem faz respiração
Ribossomo sintetiza
Proteínas de montão
O Complexo de Golgi
Armazena secreção
Lisossomo tem enzimas
Prá fazer a digestão
O retículo apresenta
A função de transportar
O centríolo participa
Da divisão celular
É quem faz respiração
Ribossomo sintetiza
Proteínas de montão
O Complexo de Golgi
Armazena secreção
Lisossomo tem enzimas
Prá fazer a digestão
O retículo apresenta
A função de transportar
O centríolo participa
Da divisão celular
Como ultrapassar um ciclista sem colocá-lo em risco
Willian Cruz
Última atualização em 16 de março de 2012
Entenda no vídeo abaixo, de forma prática, como ultrapassar um ciclista de maneira que não o coloque em risco.
Uma boa convivência nas ruas começa por sabermos como dividir o espaço viário. Afinal, a rua é de todos nós.
Sobre o vídeo
O vídeo é mais uma ação da CicloLiga, uma união de coletivos de ciclistas que se juntaram para propor, juntos, projetos e ideias que transcendam o universo de atuação de cada coletivo e que ajudem a promover uma cidade mais amiga de quem usa a bicicleta para se deslocar.
Fazem parte desse coletivo de coletivos: Bike Anjo - Coletivas - Coletivo CRU - Vá de Bike
Da página do vídeo, no site da CicloLiga:
Um metro e meio: a distância que aproxima – Vídeo 1
A Cicloliga lança hoje o primeiro vídeo de uma série sobre o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que protege os ciclistas contra as finas de automóveis e cujo descumprimento já vitimou tantos ciclistas. Embora exista e esteja presente em um código federal que é o CTB, o artigo 201 não é fiscalizado e seus infratores não são punidos pela CET. Veja nesse primeiro vídeo como cumprir o artigo 201 é fácil para qualquer motorista com bom senso e respeito. Veja também quais são as consequências do não cumprimento da lei, sempre endossadas pela omissão da CET.
Saiba o que o Código de Trânsito diz sobre a bicicleta e os ciclistas
Entenda a importância do 1,5m ao ultrapassar uma bicicleta
Fonte: http://vadebike.org/2012/03/como-ultrapassar-ciclista-1-5m-sem-risco/
Última atualização em 16 de março de 2012
Entenda no vídeo abaixo, de forma prática, como ultrapassar um ciclista de maneira que não o coloque em risco.
Uma boa convivência nas ruas começa por sabermos como dividir o espaço viário. Afinal, a rua é de todos nós.
Sobre o vídeo
O vídeo é mais uma ação da CicloLiga, uma união de coletivos de ciclistas que se juntaram para propor, juntos, projetos e ideias que transcendam o universo de atuação de cada coletivo e que ajudem a promover uma cidade mais amiga de quem usa a bicicleta para se deslocar.
Fazem parte desse coletivo de coletivos: Bike Anjo - Coletivas - Coletivo CRU - Vá de Bike
Da página do vídeo, no site da CicloLiga:
Um metro e meio: a distância que aproxima – Vídeo 1
A Cicloliga lança hoje o primeiro vídeo de uma série sobre o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que protege os ciclistas contra as finas de automóveis e cujo descumprimento já vitimou tantos ciclistas. Embora exista e esteja presente em um código federal que é o CTB, o artigo 201 não é fiscalizado e seus infratores não são punidos pela CET. Veja nesse primeiro vídeo como cumprir o artigo 201 é fácil para qualquer motorista com bom senso e respeito. Veja também quais são as consequências do não cumprimento da lei, sempre endossadas pela omissão da CET.
Saiba o que o Código de Trânsito diz sobre a bicicleta e os ciclistas
Entenda a importância do 1,5m ao ultrapassar uma bicicleta
Fonte: http://vadebike.org/2012/03/como-ultrapassar-ciclista-1-5m-sem-risco/
terça-feira, 20 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
"Água em pó" pode ser a salvação do meio ambiente
Redação do Site Inovação Tecnológica - 26/08/2010
Cada partícula da água em pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada, que impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido. [Imagem: Ben Carter]
É uma substância absolutamente incomum, mas com potencial para ser quase tão útil quanto sua irmã mais molhada.
A água em pó, ou "água seca", poderá ser usada para absorver e armazenar o dióxido de carbono (CO2), o gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.
Usos da água em pó
Mas o pó brilhante, parecido com açúcar, parece promissor para uma série de outros usos. Por exemplo, na química verde, como um componente mais ambientalmente amigável para acelerar as reações químicas utilizadas para fabricar inúmeros produtos.
A técnica de fabricação da água em pó também poderá ser empregada para acondicionar e transportar líquidos industriais perigosos, que poluem o meio ambiente e causam grandes transtornos quando acontecem acidentes com vagões e caminhões que os transportam.
"Não há nada parecido como ela," disse Ben Carter, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, ao apresentar a água em pó durante a reunião da Sociedade Norte-Americana de Química. "Mas temos esperanças de ver a água seca fazendo grandes ondas no futuro."
O que é água seca
Carter explicou que a substância ficou conhecida como água seca porque ela consiste em 95 por cento de água e, ainda assim, é um pó seco.
Cada partícula do pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada - a sílica, ou óxido de silício, é o principal componente da areia de praia. O revestimento de sílica impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido.
O resultado é um pó fino, com propriedades que o tornam capaz de absorver grandes quantidades de gases, que se combinam quimicamente com as moléculas de água para formar o que os químicos chamam de hidrato.
Estranha quanto possa parecer, a água seca, ou água em pó, não é algo novo. Ela foi criada em laboratório em 1968, mas a dificuldade de fabricação manteve-a restrita a uma curiosidade científica. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também no Reino Unido, resolveram estudar sua estrutura.
A partir de então, o grupo do professor Andrew Cooper, do qual Carter faz parte, tem-se dedicado a aprimorar as técnicas de fabricação da água seca e encontrar usos industriais para ela.
Metano e química verde
Um dos usos mais promissores envolve o uso da água seca como um material de armazenamento de gases, incluindo o dióxido de carbono. Em escala de laboratório, os pesquisadores descobriram que a água seca absorve mais de três vezes mais dióxido de carbono do que a água comum com sílica.
Esta capacidade de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono na forma de um hidrato pode tornar o pó de água útil para ajudar a reduzir o aquecimento global, sugerem os cientistas.
A água seca também é útil para o armazenamento de metano, um componente do gás natural, o que ajudar a expandir a sua utilização como fonte de energia no futuro. Os cientistas acenam com a possibilidade de usar o pó para coletar e transportar gás natural de depósitos economicamente inviáveis.
Esse hidrato de metano existe de forma natural no fundo do oceano, sob uma forma de metano congelado mais conhecida como "gelo que queima".
A água em pó também pode fornecer uma maneira mais segura e mais conveniente para armazenar o metano para seu uso como combustível em automóveis.
Com interesse para a indústria química, os cientistas demonstraram que a água seca é um meio promissor para acelerar reações catalisadas entre o hidrogênio e o ácido maleico para produzir ácido succínico, uma matéria-prima usada na fabricação de medicamentos, alimentos e outros bens de consumo.
Os cientistas agora estão procurando parceiros comerciais e acadêmicos para desenvolver a tecnologia da água seca e, finalmente, fazê-la chegar ao mercado.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agua-em-po-agua-seca
Cada partícula da água em pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada, que impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido. [Imagem: Ben Carter]
É uma substância absolutamente incomum, mas com potencial para ser quase tão útil quanto sua irmã mais molhada.
A água em pó, ou "água seca", poderá ser usada para absorver e armazenar o dióxido de carbono (CO2), o gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento global.
Usos da água em pó
Mas o pó brilhante, parecido com açúcar, parece promissor para uma série de outros usos. Por exemplo, na química verde, como um componente mais ambientalmente amigável para acelerar as reações químicas utilizadas para fabricar inúmeros produtos.
A técnica de fabricação da água em pó também poderá ser empregada para acondicionar e transportar líquidos industriais perigosos, que poluem o meio ambiente e causam grandes transtornos quando acontecem acidentes com vagões e caminhões que os transportam.
"Não há nada parecido como ela," disse Ben Carter, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, ao apresentar a água em pó durante a reunião da Sociedade Norte-Americana de Química. "Mas temos esperanças de ver a água seca fazendo grandes ondas no futuro."
O que é água seca
Carter explicou que a substância ficou conhecida como água seca porque ela consiste em 95 por cento de água e, ainda assim, é um pó seco.
Cada partícula do pó contém uma gota de água cercada por sílica modificada - a sílica, ou óxido de silício, é o principal componente da areia de praia. O revestimento de sílica impede que as gotas de água se combinem e voltem a formar um líquido.
O resultado é um pó fino, com propriedades que o tornam capaz de absorver grandes quantidades de gases, que se combinam quimicamente com as moléculas de água para formar o que os químicos chamam de hidrato.
Estranha quanto possa parecer, a água seca, ou água em pó, não é algo novo. Ela foi criada em laboratório em 1968, mas a dificuldade de fabricação manteve-a restrita a uma curiosidade científica. Em 2006, cientistas da Universidade de Hull, também no Reino Unido, resolveram estudar sua estrutura.
A partir de então, o grupo do professor Andrew Cooper, do qual Carter faz parte, tem-se dedicado a aprimorar as técnicas de fabricação da água seca e encontrar usos industriais para ela.
Metano e química verde
Um dos usos mais promissores envolve o uso da água seca como um material de armazenamento de gases, incluindo o dióxido de carbono. Em escala de laboratório, os pesquisadores descobriram que a água seca absorve mais de três vezes mais dióxido de carbono do que a água comum com sílica.
Esta capacidade de absorver grandes quantidades de dióxido de carbono na forma de um hidrato pode tornar o pó de água útil para ajudar a reduzir o aquecimento global, sugerem os cientistas.
A água seca também é útil para o armazenamento de metano, um componente do gás natural, o que ajudar a expandir a sua utilização como fonte de energia no futuro. Os cientistas acenam com a possibilidade de usar o pó para coletar e transportar gás natural de depósitos economicamente inviáveis.
Esse hidrato de metano existe de forma natural no fundo do oceano, sob uma forma de metano congelado mais conhecida como "gelo que queima".
A água em pó também pode fornecer uma maneira mais segura e mais conveniente para armazenar o metano para seu uso como combustível em automóveis.
Com interesse para a indústria química, os cientistas demonstraram que a água seca é um meio promissor para acelerar reações catalisadas entre o hidrogênio e o ácido maleico para produzir ácido succínico, uma matéria-prima usada na fabricação de medicamentos, alimentos e outros bens de consumo.
Os cientistas agora estão procurando parceiros comerciais e acadêmicos para desenvolver a tecnologia da água seca e, finalmente, fazê-la chegar ao mercado.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=agua-em-po-agua-seca
Moscas sem sexo buscam consolo no álcool
RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO
Ela não quis transar com você? Encha a cara! Esse é o curioso recado que as moscas-das-frutas deram agora para os humanos --embora não seja algo propriamente novo entre o Homo sapiens.
Mas, além de uma curiosidade científica, é algo que poderá ajudar no tratamento de problemas como alcoolismo, vício em drogas e obesidade.
Pesquisadores demonstraram que machos de moscas do gênero Drosophila que eram impedidos de fazer sexo comiam mais comida "temperada" com álcool. Já machos que tinham sexo à vontade mostravam pouco interesse em ficar "calibrados".
Sexo, álcool e drogas são formas de "recompensa" para o cérebro. Na falta de um, o outro pode ser uma consolação, segundo o estudo publicado na revista "Science".
Mas que mecanismo bioquímico poderia estar por trás disso? A equipe, que teve como principal autora a pesquisadora Galit Shohat-Ophir, da Universidade da Califórnia, foi atrás de potenciais moléculas envolvidas, e descobriu que o "culpado" era o neurotransmissor chamado NPF (neuropeptídeo F).
Moscas macho que faziam sexo consumiam menos álcool e tinham maiores níveis de NPF. Moscas sem sexo consumiam mais álcool e tinham menores níveis de NPF.
Os humanos têm uma molécula semelhante, NPY (neuropeptídeo Y), também vinculada a questões de vício em drogas, álcool e prazer em geral criado por interações sociais ligadas à recompensa.
"Em mamíferos, incluindo seres humanos, o NPY pode ter um papel semelhante. Se for o caso, seria possível argumentar que a ativação do sistema de NPY poderia reverter os efeitos nocivos de experiências traumáticas e estressantes, que frequentemente levam ao abuso de drogas", disse Shohat-Ophir.
"Humanizar" os resultados da pesquisa é algo difícil de colocar de lado, diz o autor de um comentário sobre a pesquisa publicado na mesma edição da "Science", Troy Zars, da Universidade de Missouri. "Mas sua relevância para o comportamento humano obviamente ainda não está estabelecida", conclui.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062747-moscas-sem-sexo-buscam-consolo-no-alcool.shtml
DE SÃO PAULO
Ela não quis transar com você? Encha a cara! Esse é o curioso recado que as moscas-das-frutas deram agora para os humanos --embora não seja algo propriamente novo entre o Homo sapiens.
Mas, além de uma curiosidade científica, é algo que poderá ajudar no tratamento de problemas como alcoolismo, vício em drogas e obesidade.
Pesquisadores demonstraram que machos de moscas do gênero Drosophila que eram impedidos de fazer sexo comiam mais comida "temperada" com álcool. Já machos que tinham sexo à vontade mostravam pouco interesse em ficar "calibrados".
Sexo, álcool e drogas são formas de "recompensa" para o cérebro. Na falta de um, o outro pode ser uma consolação, segundo o estudo publicado na revista "Science".
Mas que mecanismo bioquímico poderia estar por trás disso? A equipe, que teve como principal autora a pesquisadora Galit Shohat-Ophir, da Universidade da Califórnia, foi atrás de potenciais moléculas envolvidas, e descobriu que o "culpado" era o neurotransmissor chamado NPF (neuropeptídeo F).
Moscas macho que faziam sexo consumiam menos álcool e tinham maiores níveis de NPF. Moscas sem sexo consumiam mais álcool e tinham menores níveis de NPF.
Os humanos têm uma molécula semelhante, NPY (neuropeptídeo Y), também vinculada a questões de vício em drogas, álcool e prazer em geral criado por interações sociais ligadas à recompensa.
"Em mamíferos, incluindo seres humanos, o NPY pode ter um papel semelhante. Se for o caso, seria possível argumentar que a ativação do sistema de NPY poderia reverter os efeitos nocivos de experiências traumáticas e estressantes, que frequentemente levam ao abuso de drogas", disse Shohat-Ophir.
"Humanizar" os resultados da pesquisa é algo difícil de colocar de lado, diz o autor de um comentário sobre a pesquisa publicado na mesma edição da "Science", Troy Zars, da Universidade de Missouri. "Mas sua relevância para o comportamento humano obviamente ainda não está estabelecida", conclui.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1062747-moscas-sem-sexo-buscam-consolo-no-alcool.shtml
quinta-feira, 15 de março de 2012
Astrônomos descobrem asteroide que passará próximo à Terra em 2013
Em Paris
Uma equipe de astrônomos descobriu que um asteroide de 50 metros de diâmetro passará muito próximo à Terra em 2013, mas não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta, informou nesta quinta-feira (15) a Agência Espacial Europeia (ESA).
Batizada como 2012 DA14, a rocha passará mais próxima da Terra do que muitos satélites comerciais e, por isso, que a ESA ressalta a "necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, já que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.
A imagem divulgada pela ESA (agência espacial europeia) mostra um asteroide de 50 metros de diâmetro que passará muito próximo à Terra em 2013. Na imagem, o asteroide é o ponto amarelo, e a Terra, o verde. Segundo a agência a proximidade do objeto não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta ESA/Deimos-Space
O "incomum asteroide" foi descoberto no último dia 22 de fevereiro pelo observatório LSSS (A Sagra Sky Survey), situado no sudeste da Espanha.
Segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, "o objeto é bastante difícil de ser observado por causa de sua trajetória, sua grande velocidade angular, seu tênue brilho e as características de sua órbita", que passa muito acima do plano orbital da Terra e, por isso, poderia ter passado "completamente despercebido".
Os cientistas também confirmaram que a trajetória do asteroide fará ele se aproximar novamente da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013. Segundo o comunicado, serão "apenas 24 mil quilômetros" de distância.
"É uma distância completamente segura. No entanto, poderemos observá-lo com uns telescópios convencionais", disse o responsável do estudo de Objetos Próximos à Terra (NÉONS) do Escritório para o Conhecimento do Meio Espacial (SSA) da ESA, Detlef Koschny, que acrescentou que o descobrimento do 2012 DA14 foi casual e registrado em uma zona onde não se costumam encontrar asteroides".
Segundo os cálculos preliminares, o 2012 DA14 tem uma órbita muito parecida com a da Terra - "com um período de 366.24 dias, um dia a mais que o ano terrestre - e cruzará com a trajetória de nosso planeta duas vezes ao ano".
Em 2013, os cientistas devem estudar com detalhe como os campos gravitacionais da Terra e da Lua interferem em sua trajetória, o que ajudará a calcular "o risco de impacto em futuras visitas", acrescentou Koschny, que ressaltou que já está desenvolvendo um sistema de telescópios ópticos automatizados capazes de detectar asteroides como este.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2012/03/15/astronomos-descobrem-asteroide-que-passara-proximo-a-terra-em-2013.jhtm
Uma equipe de astrônomos descobriu que um asteroide de 50 metros de diâmetro passará muito próximo à Terra em 2013, mas não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta, informou nesta quinta-feira (15) a Agência Espacial Europeia (ESA).
Batizada como 2012 DA14, a rocha passará mais próxima da Terra do que muitos satélites comerciais e, por isso, que a ESA ressalta a "necessidade de vigiar de forma sistemática" o entorno do planeta, já que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.
A imagem divulgada pela ESA (agência espacial europeia) mostra um asteroide de 50 metros de diâmetro que passará muito próximo à Terra em 2013. Na imagem, o asteroide é o ponto amarelo, e a Terra, o verde. Segundo a agência a proximidade do objeto não deverá trazer nenhuma ameaça ao planeta ESA/Deimos-Space
O "incomum asteroide" foi descoberto no último dia 22 de fevereiro pelo observatório LSSS (A Sagra Sky Survey), situado no sudeste da Espanha.
Segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, "o objeto é bastante difícil de ser observado por causa de sua trajetória, sua grande velocidade angular, seu tênue brilho e as características de sua órbita", que passa muito acima do plano orbital da Terra e, por isso, poderia ter passado "completamente despercebido".
Os cientistas também confirmaram que a trajetória do asteroide fará ele se aproximar novamente da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013. Segundo o comunicado, serão "apenas 24 mil quilômetros" de distância.
"É uma distância completamente segura. No entanto, poderemos observá-lo com uns telescópios convencionais", disse o responsável do estudo de Objetos Próximos à Terra (NÉONS) do Escritório para o Conhecimento do Meio Espacial (SSA) da ESA, Detlef Koschny, que acrescentou que o descobrimento do 2012 DA14 foi casual e registrado em uma zona onde não se costumam encontrar asteroides".
Segundo os cálculos preliminares, o 2012 DA14 tem uma órbita muito parecida com a da Terra - "com um período de 366.24 dias, um dia a mais que o ano terrestre - e cruzará com a trajetória de nosso planeta duas vezes ao ano".
Em 2013, os cientistas devem estudar com detalhe como os campos gravitacionais da Terra e da Lua interferem em sua trajetória, o que ajudará a calcular "o risco de impacto em futuras visitas", acrescentou Koschny, que ressaltou que já está desenvolvendo um sistema de telescópios ópticos automatizados capazes de detectar asteroides como este.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/efe/2012/03/15/astronomos-descobrem-asteroide-que-passara-proximo-a-terra-em-2013.jhtm
quarta-feira, 14 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
FÓRUM - Praça de Touros
Lembrando aos caros alunos, que deverão postar como COMENTÁRIO um texto Dissertativo, Argumentativo e Científico.
Então não deverá ser entregue em 1a. pessoa e tão pouco expressando sua opinião. Mas sim dados, questionamentos e argumentos que corroborem para a ideia que você queira defender.
Saliento, não importa para avalição se é a favor ou contra, mas tão somente como você irá ARGUMENTAR E FUNDAMENTAR seu texto.
Texto postado no FACEBOOK.
Até onde se pode acreditar que a satisfação de sentimentos como nobreza e aventura podem compensar o sofrimento de outrém!!
Texto paras reflexão e se quiser participar do fórum, se sinta a vontade!
Afinal acredito na máxima: PENSO, LOGO EXISTO!
A arte da cavalaria que busca a realização do melhor do cavaleiro e do cavalo pode ser atingida por diferentes técnicas, não somente a alemã. Logo um povo tão dedicado aos equinos como os portugueses também podem se mostrar mestres através de novos métodos sem copiar quaisquer escola estrangeira.
O que o mundo equestre tal qual o mundo de forma geral, precisa repensar é o quanto vale na busca desenfreada por satisfação financeira e de seu ego o sofrimento alheio.
Afinal nada mais do que a paúra e aflição instintiva leva o touro a se debelar contra seu algoz. Tal qual nas arenas romanas onde ao menos o homem se defendia do leão em menor grau de desvantagem, mas ainda assim no papel de escravo ao qual era por resignação que se submetia. Da mesma forma por amor ou submissão ao freio/bridão o majestoso cavalo se submete ao embate. Para muitas vezes sair ferido e /ou morto deste palco, cujos expectadores se regozijam com o sofrimento infligido a um ser vivo e assim buscar a comprovação de sua coragem. Mas lembremos que quem está no solo e é o primeiro alvo, é sua montaria, e o cavaleiro só mostra habilidade de se manter em equilíbrio. O que não tira seu mérito, mas o resultado é baseado na dor alheia.
As praças de tourada seguem regulamentos nos quais os toureiros são designados “MATADORES” também. Promovem benefícios a sociedade é verdade, dedicam parte de suas rendas a campanhas, a instituições, mas não sejamos hipócritas em acreditar que de fato o fazem por serem benevolentes, afinal o que se quer alcançar é uma mudança na forma como são encarados pela sociedade atual. Já se foi o tempo que o ser humano precisa se embater com um animal para aplacar a fome e o frio. Portanto tratar os demais seres vivos, cavalos e touros com um mínimo de respeito, faria de nós, humanos, seres menos egoístas e hipócritas. Afinal a plateia das touras chegam as lágrimas se o cavalo ou cavaleiro enfrentam um dia trágico, tanto quanto nos comovemos ao saber de rinhas de cães ou de outras espécies de mamíferos e/ou aves. Mas volto a perguntar: Qual é o real valor de ver sangue e suor correndo por medo e submissão???
Então concluo: um Viva a toda sorte de atividades que envolvam cavalos e cavaleiros em harmonia, onde não haja sofrimento e somente prazer na convivência. Quem é bravo e corajoso não precisa provar, simplesmente o é!
Um VIVA aos MESTRES, como o Senhor que nos permite conhecer e usufruir da convivência com tão belos seres, tal qual o cavalo.
Um último VIVA a VIDA com DIGNIDADE e RESPEITO para todos que compartilham dessa viagem nesta nave chamada GAIA, mas que podemos afetivamente chama-la de TERRA.
Fonte sobre o regulamento: http://toureio.no.sapo.pt/principais/regulamento.htm
Então não deverá ser entregue em 1a. pessoa e tão pouco expressando sua opinião. Mas sim dados, questionamentos e argumentos que corroborem para a ideia que você queira defender.
Saliento, não importa para avalição se é a favor ou contra, mas tão somente como você irá ARGUMENTAR E FUNDAMENTAR seu texto.
Texto postado no FACEBOOK.
Até onde se pode acreditar que a satisfação de sentimentos como nobreza e aventura podem compensar o sofrimento de outrém!!
Texto paras reflexão e se quiser participar do fórum, se sinta a vontade!
Afinal acredito na máxima: PENSO, LOGO EXISTO!
Admiro muito o conhecimento e sua divulgação do mundo equestre português quanto ao belíssimo cavalo Lusitano.
Mas não posso me calar quanto ao tema comentado. Onde se ressalta o fato de “jovens comandados por pessoas incapazes para fazer barulho”.
E refuto prontamente os quesitos apresentados: 1º. que a espécie estaria extinta: na evolução biológica toda espécie apta ao ambiente sobrevive, queira o homem ou não. 2º. O cavalo Lusitano não precisa de tal mídia para se manter no mundo equestre: aliás ele está muito além dessas imagens dantescas apresentadas nas praças. 3º. A coragem do povo português está registrada na história da humanidade por conta dos seus feitos através dos últimos milênios. Apesar que a insistência em manter apresentações com tais requintes de crueldade é uma nódoa na ilibada história do povo português.A arte da cavalaria que busca a realização do melhor do cavaleiro e do cavalo pode ser atingida por diferentes técnicas, não somente a alemã. Logo um povo tão dedicado aos equinos como os portugueses também podem se mostrar mestres através de novos métodos sem copiar quaisquer escola estrangeira.
O que o mundo equestre tal qual o mundo de forma geral, precisa repensar é o quanto vale na busca desenfreada por satisfação financeira e de seu ego o sofrimento alheio.
Afinal nada mais do que a paúra e aflição instintiva leva o touro a se debelar contra seu algoz. Tal qual nas arenas romanas onde ao menos o homem se defendia do leão em menor grau de desvantagem, mas ainda assim no papel de escravo ao qual era por resignação que se submetia. Da mesma forma por amor ou submissão ao freio/bridão o majestoso cavalo se submete ao embate. Para muitas vezes sair ferido e /ou morto deste palco, cujos expectadores se regozijam com o sofrimento infligido a um ser vivo e assim buscar a comprovação de sua coragem. Mas lembremos que quem está no solo e é o primeiro alvo, é sua montaria, e o cavaleiro só mostra habilidade de se manter em equilíbrio. O que não tira seu mérito, mas o resultado é baseado na dor alheia.
As praças de tourada seguem regulamentos nos quais os toureiros são designados “MATADORES” também. Promovem benefícios a sociedade é verdade, dedicam parte de suas rendas a campanhas, a instituições, mas não sejamos hipócritas em acreditar que de fato o fazem por serem benevolentes, afinal o que se quer alcançar é uma mudança na forma como são encarados pela sociedade atual. Já se foi o tempo que o ser humano precisa se embater com um animal para aplacar a fome e o frio. Portanto tratar os demais seres vivos, cavalos e touros com um mínimo de respeito, faria de nós, humanos, seres menos egoístas e hipócritas. Afinal a plateia das touras chegam as lágrimas se o cavalo ou cavaleiro enfrentam um dia trágico, tanto quanto nos comovemos ao saber de rinhas de cães ou de outras espécies de mamíferos e/ou aves. Mas volto a perguntar: Qual é o real valor de ver sangue e suor correndo por medo e submissão???
Então concluo: um Viva a toda sorte de atividades que envolvam cavalos e cavaleiros em harmonia, onde não haja sofrimento e somente prazer na convivência. Quem é bravo e corajoso não precisa provar, simplesmente o é!
Um VIVA aos MESTRES, como o Senhor que nos permite conhecer e usufruir da convivência com tão belos seres, tal qual o cavalo.
Um último VIVA a VIDA com DIGNIDADE e RESPEITO para todos que compartilham dessa viagem nesta nave chamada GAIA, mas que podemos afetivamente chama-la de TERRA.
Fonte sobre o regulamento: http://toureio.no.sapo.pt/principais/regulamento.htm
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Inclassificáveis
Arnaldo Antunes
que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes
orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
somos o que somos
inclassificáveis
não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não há sol a sós
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.
somos o que somos
inclassificáveis
que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não há sol a sós
egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol
que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?
que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes
orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs
somos o que somos
inclassificáveis
não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não há sol a sós
aqui somos mestiços mulatos
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não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não há sol a sós
egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Cientistas dizem ter provas de que golfinhos são "pessoas não-humanas
Os golfinhos e baleias devem ser tratados como "pessoas não-humanas", segundo alguns cientistas proeminentes que se reuniram na conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), a maior de seu gênero no mundo. Segundo esses cientistas, esses cetáceos são suficientemente inteligentes para que se enquadrem em normas éticas que usamos para tratar os outros humanos, como a proibição de sua caça, cativeiro ou posse.
Essa proposta não é nova. Desde maio de 2010 circula a Declaração Universal dos Direitos dos Cetáceos. Segundo ela, baleias e golfinhos não podem ser forçados a viver em cativeiro, ser objeto de maus tratos ou ser retirados de seu habitat natural. Como "pessoas não-humanas", eles também não podem pertencer a ninguém.
A novidade é que o jornal espanhol ABC publicou uma notícia que dá a entender que essa declaração veio oficialmente em nome da AAAS, o que seria bombástico. Na verdade, houve uma reunião importante, mas dela não saiu nenhuma declaração oficial em nome da AAAS. Em um simpósio organizado dentro da conferência, cientistas mostraram evidências de que os golfinhos têm consciência de si mesmos, característica que até pouco tempo era considerada exclusivamente humana.
Para embasar a matéria, o jornal buscou declarações do filósofo Thomas White, que escreveu o livro: "Em defesa dos golfinhos, a nova fronteira moral". Para o filósofo, “a evidência científica agora é forte o suficiente para apoiar a alegação de que os golfinhos são como os seres humanos, auto-conhecedores, seres inteligentes, com emoções e personalidades. Assim, os golfinhos devem ser considerados como pessoas não-humanas, sendo valorizados como indivíduos. Do ponto de vista ético, as lesões, mortes e cativeiro é algo errado”.
Ok, o jornalismo preguiçoso do ABC deixou a notícia mais legal do que ela realmente é. Por enquanto, ainda é uma teoria a ser comprovada. Mas a ideia tem méritos. E interessante também ela aparecer justo no dia em que eu postei o vídeo da matança aí abaixo
Vídeo
Fonte: http://sobreasaguas.blog.uol.com.br/arch2012-02-26_2012-03-03.html#2012_02-26_19_15_07-165753517-0
Essa proposta não é nova. Desde maio de 2010 circula a Declaração Universal dos Direitos dos Cetáceos. Segundo ela, baleias e golfinhos não podem ser forçados a viver em cativeiro, ser objeto de maus tratos ou ser retirados de seu habitat natural. Como "pessoas não-humanas", eles também não podem pertencer a ninguém.
A novidade é que o jornal espanhol ABC publicou uma notícia que dá a entender que essa declaração veio oficialmente em nome da AAAS, o que seria bombástico. Na verdade, houve uma reunião importante, mas dela não saiu nenhuma declaração oficial em nome da AAAS. Em um simpósio organizado dentro da conferência, cientistas mostraram evidências de que os golfinhos têm consciência de si mesmos, característica que até pouco tempo era considerada exclusivamente humana.
Para embasar a matéria, o jornal buscou declarações do filósofo Thomas White, que escreveu o livro: "Em defesa dos golfinhos, a nova fronteira moral". Para o filósofo, “a evidência científica agora é forte o suficiente para apoiar a alegação de que os golfinhos são como os seres humanos, auto-conhecedores, seres inteligentes, com emoções e personalidades. Assim, os golfinhos devem ser considerados como pessoas não-humanas, sendo valorizados como indivíduos. Do ponto de vista ético, as lesões, mortes e cativeiro é algo errado”.
Ok, o jornalismo preguiçoso do ABC deixou a notícia mais legal do que ela realmente é. Por enquanto, ainda é uma teoria a ser comprovada. Mas a ideia tem méritos. E interessante também ela aparecer justo no dia em que eu postei o vídeo da matança aí abaixo
Vídeo
Fonte: http://sobreasaguas.blog.uol.com.br/arch2012-02-26_2012-03-03.html#2012_02-26_19_15_07-165753517-0
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Estudo aponta que mais de 12% das espécies da zona tropical do Pacífico estão ameaçadas
Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).
Este estudo, o primeiro do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora - peixes, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas.
As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.
"Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região", afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que "salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas".
A IUCN considera, ao final do estudo, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.
Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas. Dessa forma desapareceu o peixe damselfish das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño em 1982-83. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre gigante são considerados "criticamente ameaçados" devido à pesca predatória
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/23/estudo-aponta-que-mais-de-12-das-especies-da-zona-tropical-do-pacifico-estao-ameacadas.jhtm
Este estudo, o primeiro do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora - peixes, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas.
As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.
"Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região", afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que "salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas".
A IUCN considera, ao final do estudo, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.
Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas. Dessa forma desapareceu o peixe damselfish das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño em 1982-83. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre gigante são considerados "criticamente ameaçados" devido à pesca predatória
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/23/estudo-aponta-que-mais-de-12-das-especies-da-zona-tropical-do-pacifico-estao-ameacadas.jhtm
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Antibióticos são ineficazes para tratar sinusite, demonstra estudo
Os antibióticos são ineficazes contra a maioria das infecções dos seios nasais, embora com frequência sejam prescritos por médicos, demonstrou um estudo publicado na revista Journal of the American Medical Association (JAMA).
"As pessoas que sofrem de sinusite - inflamação da cavidade nasal e dos seios nasais - não se sentem melhor ou apresentam menos sintomas quando tomam antibióticos", disse Jay Piccirillo, professor de otorrinolaringologia da Universidade de Washington em St. Louis (Missuri, centro), principal responsável por este teste clínico publicado na edição da revista JAMA de 15 de fevereiro.
"Nosso estudo com 166 adultos mostra a inutilidade dos antibióticos para tratar a sinusite comum - com frequência de origem viral. A maioria das pessoas se recupera sozinha", acrescentou.
Estes médicos compararam um grupo de participantes tratado com antibióticos e um grupo de controle, cujos participantes tomaram um placebo.
Nos Estados Unidos, um em cada cinco antibióticos com receita é prescrito para tratar a sinusite, informaram os autores da pesquisa.
Em vista da resistência crescente dos antibióticos como resultado de seu uso excessivo, era importante saber se estes medicamentos são eficazes contra a sinusite, disseram os especialistas.
"Acreditamos que os antibióticos são muito receitados pelos clínicos gerais", disse Jane Garbutt, professora associada de medicina na Universidade de Washington, outra autora do estudo.
Concretamente, os cientistas recomendam, no lugar de antibióticos como a amoxicilina, tratar a dor da sinusite com analgésicos (aspirina, ibuprofeno) e a congestão nasal com descongestionantes.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/14/antibioticos-sao-ineficazes-para-tratar-sinusite-demonstra-estudo.jhtm
"As pessoas que sofrem de sinusite - inflamação da cavidade nasal e dos seios nasais - não se sentem melhor ou apresentam menos sintomas quando tomam antibióticos", disse Jay Piccirillo, professor de otorrinolaringologia da Universidade de Washington em St. Louis (Missuri, centro), principal responsável por este teste clínico publicado na edição da revista JAMA de 15 de fevereiro.
"Nosso estudo com 166 adultos mostra a inutilidade dos antibióticos para tratar a sinusite comum - com frequência de origem viral. A maioria das pessoas se recupera sozinha", acrescentou.
Estes médicos compararam um grupo de participantes tratado com antibióticos e um grupo de controle, cujos participantes tomaram um placebo.
Nos Estados Unidos, um em cada cinco antibióticos com receita é prescrito para tratar a sinusite, informaram os autores da pesquisa.
Em vista da resistência crescente dos antibióticos como resultado de seu uso excessivo, era importante saber se estes medicamentos são eficazes contra a sinusite, disseram os especialistas.
"Acreditamos que os antibióticos são muito receitados pelos clínicos gerais", disse Jane Garbutt, professora associada de medicina na Universidade de Washington, outra autora do estudo.
Concretamente, os cientistas recomendam, no lugar de antibióticos como a amoxicilina, tratar a dor da sinusite com analgésicos (aspirina, ibuprofeno) e a congestão nasal com descongestionantes.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/14/antibioticos-sao-ineficazes-para-tratar-sinusite-demonstra-estudo.jhtm
No ônibus, um estupro virou invisível
O que o ataque a uma menina de 12 anos, dentro de um ônibus em uma rua movimentada, diz sobre a nossa sociedade.
Por Bolívar Torres
Todos já leram no jornal. Uma menina foi estuprada no ônibus. Foi estuprada ao meio-dia e meia, um dos horários mais movimentados, em uma das ruas mais movimentadas do Rio de Janeiro.
A notícia tem um quê de irreal. Como assim, dentro do ônibus? Como assim, no meio do dia? Ninguém sabe. Ninguém entende. Como é possível?
O que dizem os jornais: um homem entrou dentro do ônibus. Com uma arma, obrigou uma menina de 12 anos a ir para trás do veículo. Pediu para que abaixasse as calças e a estuprou. Antes de saltar do ônibus, ainda teve a chance de passar a mão em outra passageira, que gritou. Depois saiu pela porta normalmente e entrou em outro ônibus. Havia quatro pessoas dentro do ônibus, o motorista, a cobradora e duas passageiras. As passageiras testemunharam e disseram não ter visto nada.
Se tivesse acontecido em alguma obra de ficção, a cena pareceria absolutamente inverossímil. Mas aconteceu na vida real, dia 16 de fevereiro, em pleno Jardim Botânico. O Rio de Janeiro é às vezes tão surreal que supera a ficção mais absurda. Os comentários nas redes sociais e nas matérias dos sites passam muito longe do cerne da questão. Limitam-se a pedir “a volta da ditadura militar”, a pena de morte, o linchamento público. Na verdade, a indignação que tomou conta das pessoas mascara uma perplexidade muito mais complexa, difícil e traumática: como deixamos isso acontecer?
Há, claro, uma série de fatores, digamos, “palpáveis”, que ajudariam a explicar a tragédia. É sabido, por exemplo, que os transportes coletivos do Rio são precários. Os ônibus não passam de latas velhas que insistem em rodar a 200 por hora, quase arremessando para longe seus passageiros. Quando aceleram em uma curva da Nossa Senhora de Copabacana, por exemplo, parecem que vão decolar. Motoristas e cobradores são mal treinados e, na maior parte das vezes, grosseiros e incompetentes. Já presenciei motoristas dirigindo enquanto falavam ao celular durante pelo menos cinco minutos, em um trecho altamente movimentado e perigoso. Já presenciei uma idosa ser atropelada por um ônibus em marcha ré, e outra cair no asfalto e se machucar porque o ônibus não esperou que ela terminasse de descer. Outra, ainda, me disse ter quebrado não-sei-quantas costelas depois de uma curva acelerada (sentada, a idosa foi arremessada como uma peteca em direção ao banco vizinho). Outro dia, um cobrador me ofereceu entrar pela porta de trás, sem passar na roleta, em troca de um trocado para o seu café. E, no ano passado, numa parada da praça Bartolomeu Mitre, lembro que quase estourei minhas costas ajudando sozinho um pobre cadeirante a subir no ônibus, porque o cobrador havia se recusado a ajudá-lo. A justificativa do cobrador: “Não posso”.
Todos sabem que o mundo dos ônibus do Rio de Janeiro é uma terra sem lei: além de oferecer um péssimo serviço a um preço elevado (uma das passagens mais caras do mundo) as empresas não respondem por seus erros, assim como seus funcionários. A cultura do pode-tudo, somada à falta de segurança, fazem do transporte público um espaço para delitos menores, maiores e – em raros mas traumáticos casos – trágicos e absurdos. Alguns recursos simples (como um rádio ao alcance do motorista com ligação direta com a polícia), poderiam amenizar a situação. Mas o que aconteceu na linha 162, quinta dia 16, vai muito além de questões técnicas de segurança. É o retrato instantâneo de uma sociedade que apodreceu.
Uma menina foi estuprada. Dentro de um ônibus em uma rua lotada. Ao meio-dia. O estupro não é um crime silencioso ou sorrateiro. Informou o delegado que o ataque durou 14 minutos. E 14 minutos não são 14 segundos. Mesmo assim, as passageiras insistem não ter visto nada. A cobradora, se viu, não fez nada. O motorista, mesmo com o espelho retrovisor, idem. Não vou acusar ninguém de fazer vista grossa. Mas o fato do estupro de uma menor, em um ambiente fechado, ser tão difícil de notar, revela uma sociedade em que todos olham apenas para seus umbigos e seus smartphones, sem se preocupar com o que acontece ao seu redor. Um deslocamento de ida e volta ao trabalho como robôs anódinos. Não há como não lembrar da clássica crônica de Fernando Sabino: “Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes (…)As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome”.
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/no-onibus-um-estupro-virou-invisivel/?ga=dtf
Por Bolívar Torres
Todos já leram no jornal. Uma menina foi estuprada no ônibus. Foi estuprada ao meio-dia e meia, um dos horários mais movimentados, em uma das ruas mais movimentadas do Rio de Janeiro.
A notícia tem um quê de irreal. Como assim, dentro do ônibus? Como assim, no meio do dia? Ninguém sabe. Ninguém entende. Como é possível?
O que dizem os jornais: um homem entrou dentro do ônibus. Com uma arma, obrigou uma menina de 12 anos a ir para trás do veículo. Pediu para que abaixasse as calças e a estuprou. Antes de saltar do ônibus, ainda teve a chance de passar a mão em outra passageira, que gritou. Depois saiu pela porta normalmente e entrou em outro ônibus. Havia quatro pessoas dentro do ônibus, o motorista, a cobradora e duas passageiras. As passageiras testemunharam e disseram não ter visto nada.
Se tivesse acontecido em alguma obra de ficção, a cena pareceria absolutamente inverossímil. Mas aconteceu na vida real, dia 16 de fevereiro, em pleno Jardim Botânico. O Rio de Janeiro é às vezes tão surreal que supera a ficção mais absurda. Os comentários nas redes sociais e nas matérias dos sites passam muito longe do cerne da questão. Limitam-se a pedir “a volta da ditadura militar”, a pena de morte, o linchamento público. Na verdade, a indignação que tomou conta das pessoas mascara uma perplexidade muito mais complexa, difícil e traumática: como deixamos isso acontecer?
Há, claro, uma série de fatores, digamos, “palpáveis”, que ajudariam a explicar a tragédia. É sabido, por exemplo, que os transportes coletivos do Rio são precários. Os ônibus não passam de latas velhas que insistem em rodar a 200 por hora, quase arremessando para longe seus passageiros. Quando aceleram em uma curva da Nossa Senhora de Copabacana, por exemplo, parecem que vão decolar. Motoristas e cobradores são mal treinados e, na maior parte das vezes, grosseiros e incompetentes. Já presenciei motoristas dirigindo enquanto falavam ao celular durante pelo menos cinco minutos, em um trecho altamente movimentado e perigoso. Já presenciei uma idosa ser atropelada por um ônibus em marcha ré, e outra cair no asfalto e se machucar porque o ônibus não esperou que ela terminasse de descer. Outra, ainda, me disse ter quebrado não-sei-quantas costelas depois de uma curva acelerada (sentada, a idosa foi arremessada como uma peteca em direção ao banco vizinho). Outro dia, um cobrador me ofereceu entrar pela porta de trás, sem passar na roleta, em troca de um trocado para o seu café. E, no ano passado, numa parada da praça Bartolomeu Mitre, lembro que quase estourei minhas costas ajudando sozinho um pobre cadeirante a subir no ônibus, porque o cobrador havia se recusado a ajudá-lo. A justificativa do cobrador: “Não posso”.
Todos sabem que o mundo dos ônibus do Rio de Janeiro é uma terra sem lei: além de oferecer um péssimo serviço a um preço elevado (uma das passagens mais caras do mundo) as empresas não respondem por seus erros, assim como seus funcionários. A cultura do pode-tudo, somada à falta de segurança, fazem do transporte público um espaço para delitos menores, maiores e – em raros mas traumáticos casos – trágicos e absurdos. Alguns recursos simples (como um rádio ao alcance do motorista com ligação direta com a polícia), poderiam amenizar a situação. Mas o que aconteceu na linha 162, quinta dia 16, vai muito além de questões técnicas de segurança. É o retrato instantâneo de uma sociedade que apodreceu.
Uma menina foi estuprada. Dentro de um ônibus em uma rua lotada. Ao meio-dia. O estupro não é um crime silencioso ou sorrateiro. Informou o delegado que o ataque durou 14 minutos. E 14 minutos não são 14 segundos. Mesmo assim, as passageiras insistem não ter visto nada. A cobradora, se viu, não fez nada. O motorista, mesmo com o espelho retrovisor, idem. Não vou acusar ninguém de fazer vista grossa. Mas o fato do estupro de uma menor, em um ambiente fechado, ser tão difícil de notar, revela uma sociedade em que todos olham apenas para seus umbigos e seus smartphones, sem se preocupar com o que acontece ao seu redor. Um deslocamento de ida e volta ao trabalho como robôs anódinos. Não há como não lembrar da clássica crônica de Fernando Sabino: “Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes (…)As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome”.
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/no-onibus-um-estupro-virou-invisivel/?ga=dtf
Aprenda a usar banheiro público sem colocar sua saúde em risco
Aprenda a usar banheiro público sem colocar sua saúde em risco
Cuide da sua higiene com atitudes simples, como evitar o sabão em barra
Por Laura Tavares
Fontes consultadas: infectologista Maria Lavínea Figueiredo, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica; infectologista Orlando Jorge, chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Luiz; infectologista Thiago Leandro Mamede, professor da Escola de Medicina Souza Marques.
Fonte: http://minhavida.uol.com.br/saude/materias/14763-aprenda-a-usar-banheiro-publico-sem-colocar-sua-saude-em-risco
Cuide da sua higiene com atitudes simples, como evitar o sabão em barra
Por Laura Tavares
Fontes consultadas: infectologista Maria Lavínea Figueiredo, do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica; infectologista Orlando Jorge, chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Luiz; infectologista Thiago Leandro Mamede, professor da Escola de Medicina Souza Marques.
Fonte: http://minhavida.uol.com.br/saude/materias/14763-aprenda-a-usar-banheiro-publico-sem-colocar-sua-saude-em-risco
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Células surgiram em poças ao lado de gêiseres e não no mar
RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO
O prato da "sopa primordial" ficou bem menor: uma equipe de pesquisadores sugeriu, em artigo científico a ser publicado nesta terça-feira na revista "PNAS", que a origem da vida celular não se deu na vastidão do oceano, mas sim em pequenas poças em terra.
É consenso entre os cientistas que os seres vivos surgiram da combinação de certos elementos químicos, que produziram os "tijolos" de substâncias orgânicas dos quais eles são feitos.
Esses ingredientes seriam as substâncias químicas dessa "sopa primordial" no mar.
Essa forma de vida primitiva teria se isolado do ambiente, criado um metabolismo próprio para consumo de energia e a capacidade de se reproduzir.
Pesquisadores da área se dividem entre os que acham que o metabolismo surgiu antes e os que acham que a capacidade de replicação veio primeiro.
Uma hipótese popular de um dos defensores do "metabolismo primeiro" foi criada por Mike Russel, hoje no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Para ele, os precursores da vida surgiram no fundo dos oceanos, ao redor de jatos de água quente que surgem de fissuras ligadas à atividade vulcânica.
"Estávamos bem contentes com a ideia da origem da vida no mar e nossas visões atuais ainda incorporam alguns traços da hipótese de Mike Russell", disse à Folha o principal autor do estudo, Armen Mulkidjanian, da Universidade de Osnabrück, na Alemanha.
Mas os cientistas notaram discrepâncias entre as proporções de certas formas de elementos químicos no interior das células atuais dos seres vivos e em ambientes marinhos e terrestres em geral. É o caso de certos íons, átomos ou moléculas eletricamente carregados.
De acordo com o grupo, a proporção dos íons dentro das células de hoje reflete a composição do ambiente no qual elas se formaram há bilhões de anos.
As células atuais contêm os seus típicos íons graças a membranas impermeáveis a alguns deles e a enzimas que transportam outros para dentro e para fora. Seria muito exagero sugerir que algo tão sofisticado já existisse nas células primitivas.
Essas "protocélulas" devem ter evoluído em habitats com uma alta relação de íons positivos de potássio e sódio e concentrações altas de compostos de zinco, manganês e fósforo, dizem os pesquisadores.
Segundo eles, essas condições químicas não teriam existido em ambientes marinhos, mas são compatíveis com zonas dominadas por vapor de sistemas geotérmico.
A vida teria surgido em discretas poças ao lado de grandes gêiseres, como os do parque Yellowstone, nos EUA, e só depois os oceanos teriam sido colonizados, quando as condições permitiram.
Clique no link para ver os infográficos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1048442-celulas-surgiram-em-pocas-ao-lado-de-geiseres-e-nao-no-mar.shtml
DE SÃO PAULO
O prato da "sopa primordial" ficou bem menor: uma equipe de pesquisadores sugeriu, em artigo científico a ser publicado nesta terça-feira na revista "PNAS", que a origem da vida celular não se deu na vastidão do oceano, mas sim em pequenas poças em terra.
É consenso entre os cientistas que os seres vivos surgiram da combinação de certos elementos químicos, que produziram os "tijolos" de substâncias orgânicas dos quais eles são feitos.
Esses ingredientes seriam as substâncias químicas dessa "sopa primordial" no mar.
Essa forma de vida primitiva teria se isolado do ambiente, criado um metabolismo próprio para consumo de energia e a capacidade de se reproduzir.
Pesquisadores da área se dividem entre os que acham que o metabolismo surgiu antes e os que acham que a capacidade de replicação veio primeiro.
Uma hipótese popular de um dos defensores do "metabolismo primeiro" foi criada por Mike Russel, hoje no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Para ele, os precursores da vida surgiram no fundo dos oceanos, ao redor de jatos de água quente que surgem de fissuras ligadas à atividade vulcânica.
"Estávamos bem contentes com a ideia da origem da vida no mar e nossas visões atuais ainda incorporam alguns traços da hipótese de Mike Russell", disse à Folha o principal autor do estudo, Armen Mulkidjanian, da Universidade de Osnabrück, na Alemanha.
Mas os cientistas notaram discrepâncias entre as proporções de certas formas de elementos químicos no interior das células atuais dos seres vivos e em ambientes marinhos e terrestres em geral. É o caso de certos íons, átomos ou moléculas eletricamente carregados.
De acordo com o grupo, a proporção dos íons dentro das células de hoje reflete a composição do ambiente no qual elas se formaram há bilhões de anos.
As células atuais contêm os seus típicos íons graças a membranas impermeáveis a alguns deles e a enzimas que transportam outros para dentro e para fora. Seria muito exagero sugerir que algo tão sofisticado já existisse nas células primitivas.
Essas "protocélulas" devem ter evoluído em habitats com uma alta relação de íons positivos de potássio e sódio e concentrações altas de compostos de zinco, manganês e fósforo, dizem os pesquisadores.
Segundo eles, essas condições químicas não teriam existido em ambientes marinhos, mas são compatíveis com zonas dominadas por vapor de sistemas geotérmico.
A vida teria surgido em discretas poças ao lado de grandes gêiseres, como os do parque Yellowstone, nos EUA, e só depois os oceanos teriam sido colonizados, quando as condições permitiram.
Clique no link para ver os infográficos.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1048442-celulas-surgiram-em-pocas-ao-lado-de-geiseres-e-nao-no-mar.shtml
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
VOCÊ TRANSPORTA SEUS BICHOS DE ACORDO COM A LEI?
Conhecer os direitos e as obrigações relacionados às viagens com animais de estimação ou simplesmente ao transporte deles é uma necessidade. Os principais objetivos da legislação em vigor são garantir a segurança dos transeuntes e dos motoristas, proteger a saúde pública, proporcionar tratamento digno aos animais e, no caso dos silvestres, evitar a devastação da fauna bem como o tráfico ilegal.
Transporte com segurança - Código de Trânsito: o primeiro artigo do Código de Trânsito Brasileiro define: “Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupo, conduzidos ou não”. Nesse código, mais dois artigos mencionam os animais:
Animal atrapalhando o motorista (artigo 161): é infração média, penalizada com multa, dirigir o veículo com animal posto entre o motorista e a porta, ou com animal entre os braços ou pernas do motorista, resultando na perda de quatro pontos na Carteira de Motorista.
Transporte perigoso (artigo 235): considera infração grave o transporte de animais na parte externa do veículo e pune o infrator com multa e retenção do veículo, com a perda de cinco pontos na Carteira. É o caso de quem, de dentro do carro, leva o cão à rua para exercitá-lo puxando-o pela guia. Ou circula com gaiolas ou caixas de transporte com animais no bagageiro sobre o teto do veículo. Quando o transporte é feito na caçamba de uma caminhonete, pode ser tolerado se houver total segurança. Por exemplo, se o animal estiver dentro de uma caixa de transporte bem fechada e fixada, sem risco de abrir nem cair. Já um cão de guarda preso por corrente não é seguro: pode escapar ou, dependendo do comprimento da corrente, atacar um transeunte ou motoqueiro.
Transporte seguro: o mais certo é transportar animais de estimação dentro do veículo, no banco de trás, em uma caixa de transporte ou em uma gaiola, conforme a espécie, sempre com atenção para não prejudicar a visibilidade do motorista. Cães podem ir também usando um cinto de segurança especial para eles, vendido em pet shops. Para levar gatos, a caixa de transporte é mais recomendada, já que tendem a ficar intranqüilos no carro.
Proteção à saúde pública - Guia de Trânsito Animal (GTA): pela lei, para que o animal possa atravessar a fronteira entre dois Estados, é preciso comprovar que ele não tem doenças infecto-contagiosas. O objetivo é evitar o alastramento das epidemias (doenças que acometem muitas pessoas ao mesmo tempo), das endemias (doenças constantes em um determinado lugar) e das zoonoses (doenças transmissíveis dos animais aos humanos e vice-versa). O rigor da fiscalização é maior para animais de grande porte, mas a lei vale para todos. Quando a viagem é feita por um meio de transporte público, é grande a chance de o animal não conseguir partir sem provas de estarem preenchidos os requisitos de saúde.
A guia oficial: o Ministério da Agricultura desenvolveu um formulário para comprovar o bom estado de saúde do animal transportado. É a Guia de Trânsito Animal (GTA), adotada desde 1995 com base na portaria n° 22, de 13/1/1995. Antes disso, o documento oficial era o Certificado de Inspeção de Saúde Animal (Cisa). A emissão da GTA é feita por um veterinário credenciado pelo Ministério da Agricultura, com base em um exame clínico que ateste não haver sinais de doenças infecto-contagiosas, como a Cinomose e a Parvovirose, por exemplo. Cães e gatos, a partir dos quatro meses de idade, devem também comprovar estar em dia com a vacinação contra a raiva (tomada há mais de 30 dias e há menos de um ano).
Obtenção da guia: o mais prático é fazer o exame clínico com um veterinário que também seja credenciado para emissão da GTA, resolvendo logo o assunto. A Secretaria da Agricultura pode informar sobre a existência desses profissionais credenciados. O veterinário interessado em se credenciar para emitir GTA deve procurar o Ministério da Agricultura ou a Secretaria da Agricultura do Estado. Se o exame clínico for feito por um veterinário não credenciado, é preciso levar o atestado de saúde emitido por ele (e o de vacinação anti-rábico, no caso de cães e gatos) a um veterinário credenciado ou a um dos postos da Secretaria da Agricultura, para emissão da GTA. Na Secretaria da Agricultura o serviço é gratuito (o órgão limita-se a emitir a GTA - não há exame clínico). Os municípios, em geral, possuem postos da Secretaria.
Fonte: http://www.caes-e-cia.com.br/dicas/252p32n1.htm
Exibindo a documentação: algumas companhias de transporte têm como norma pedir, além da apresentação da GTA, a caderneta de vacinação e o atestado de saúde que serviram de base para a emissão do documento. Outras exigem atestado de saúde para viagens entre municípios de um mesmo Estado. Devido a essas possibilidades, convém informar-se com a empresa transportadora sobre suas exigências, antes de comprar a passagem e evitar dissabores de última hora.
Tempo de validade: o vencimento da GTA é determinado pelo veterinário que a emite, com base nas necessidades de cada caso e na recomendação do Ministério da Agricultura de que o prazo seja o menor possível. Na prática, a validade costuma não ultrapassar os dez dias. Vencido o prazo, é preciso tirar nova GTA para fazer outra viagem.
Proteção à fauna nacional - Lei de Crimes Ambientais: todas as polícias fiscalizam o transporte de animais silvestres. Nas estradas, esse controle é feito também pela polícia rodoviária. O animal silvestre sem a respectiva nota fiscal de compra está sujeito a apreensão. A nota fiscal deve ter o número de identificação do animal e o número e nome de registro do criadouro, loja ou zoológico que o vendeu. Na apreensão é dado um prazo para a comprovação da posse legalizada. Quando feita, o animal é restituído. Se não houver a comprovação, as penas previstas em lei são de detenção de seis meses a um ano e multa. Nesse caso o animal não é devolvido.
Evitar o sofrimento dos animais - Lei de Crimes Ambientais: o transporte do animal deve ser digno. Leva-lo em um porta-malas ou em uma caixa de transporte exposta a calor intenso, por exemplo, é uma crueldade. Prender com a guia um cão usando enforcador na caçamba do veículo, tem o risco dele pular para fora e acabar morrendo por asfixia. A lei 9.605 (artigo 32), de 13/2/1998, define como crime ambiental os atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
Transporte com segurança - Código de Trânsito: o primeiro artigo do Código de Trânsito Brasileiro define: “Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupo, conduzidos ou não”. Nesse código, mais dois artigos mencionam os animais:
Animal atrapalhando o motorista (artigo 161): é infração média, penalizada com multa, dirigir o veículo com animal posto entre o motorista e a porta, ou com animal entre os braços ou pernas do motorista, resultando na perda de quatro pontos na Carteira de Motorista.
Transporte perigoso (artigo 235): considera infração grave o transporte de animais na parte externa do veículo e pune o infrator com multa e retenção do veículo, com a perda de cinco pontos na Carteira. É o caso de quem, de dentro do carro, leva o cão à rua para exercitá-lo puxando-o pela guia. Ou circula com gaiolas ou caixas de transporte com animais no bagageiro sobre o teto do veículo. Quando o transporte é feito na caçamba de uma caminhonete, pode ser tolerado se houver total segurança. Por exemplo, se o animal estiver dentro de uma caixa de transporte bem fechada e fixada, sem risco de abrir nem cair. Já um cão de guarda preso por corrente não é seguro: pode escapar ou, dependendo do comprimento da corrente, atacar um transeunte ou motoqueiro.
Transporte seguro: o mais certo é transportar animais de estimação dentro do veículo, no banco de trás, em uma caixa de transporte ou em uma gaiola, conforme a espécie, sempre com atenção para não prejudicar a visibilidade do motorista. Cães podem ir também usando um cinto de segurança especial para eles, vendido em pet shops. Para levar gatos, a caixa de transporte é mais recomendada, já que tendem a ficar intranqüilos no carro.
Proteção à saúde pública - Guia de Trânsito Animal (GTA): pela lei, para que o animal possa atravessar a fronteira entre dois Estados, é preciso comprovar que ele não tem doenças infecto-contagiosas. O objetivo é evitar o alastramento das epidemias (doenças que acometem muitas pessoas ao mesmo tempo), das endemias (doenças constantes em um determinado lugar) e das zoonoses (doenças transmissíveis dos animais aos humanos e vice-versa). O rigor da fiscalização é maior para animais de grande porte, mas a lei vale para todos. Quando a viagem é feita por um meio de transporte público, é grande a chance de o animal não conseguir partir sem provas de estarem preenchidos os requisitos de saúde.
A guia oficial: o Ministério da Agricultura desenvolveu um formulário para comprovar o bom estado de saúde do animal transportado. É a Guia de Trânsito Animal (GTA), adotada desde 1995 com base na portaria n° 22, de 13/1/1995. Antes disso, o documento oficial era o Certificado de Inspeção de Saúde Animal (Cisa). A emissão da GTA é feita por um veterinário credenciado pelo Ministério da Agricultura, com base em um exame clínico que ateste não haver sinais de doenças infecto-contagiosas, como a Cinomose e a Parvovirose, por exemplo. Cães e gatos, a partir dos quatro meses de idade, devem também comprovar estar em dia com a vacinação contra a raiva (tomada há mais de 30 dias e há menos de um ano).
Obtenção da guia: o mais prático é fazer o exame clínico com um veterinário que também seja credenciado para emissão da GTA, resolvendo logo o assunto. A Secretaria da Agricultura pode informar sobre a existência desses profissionais credenciados. O veterinário interessado em se credenciar para emitir GTA deve procurar o Ministério da Agricultura ou a Secretaria da Agricultura do Estado. Se o exame clínico for feito por um veterinário não credenciado, é preciso levar o atestado de saúde emitido por ele (e o de vacinação anti-rábico, no caso de cães e gatos) a um veterinário credenciado ou a um dos postos da Secretaria da Agricultura, para emissão da GTA. Na Secretaria da Agricultura o serviço é gratuito (o órgão limita-se a emitir a GTA - não há exame clínico). Os municípios, em geral, possuem postos da Secretaria.
Fonte: http://www.caes-e-cia.com.br/dicas/252p32n1.htm
Exibindo a documentação: algumas companhias de transporte têm como norma pedir, além da apresentação da GTA, a caderneta de vacinação e o atestado de saúde que serviram de base para a emissão do documento. Outras exigem atestado de saúde para viagens entre municípios de um mesmo Estado. Devido a essas possibilidades, convém informar-se com a empresa transportadora sobre suas exigências, antes de comprar a passagem e evitar dissabores de última hora.
Tempo de validade: o vencimento da GTA é determinado pelo veterinário que a emite, com base nas necessidades de cada caso e na recomendação do Ministério da Agricultura de que o prazo seja o menor possível. Na prática, a validade costuma não ultrapassar os dez dias. Vencido o prazo, é preciso tirar nova GTA para fazer outra viagem.
Proteção à fauna nacional - Lei de Crimes Ambientais: todas as polícias fiscalizam o transporte de animais silvestres. Nas estradas, esse controle é feito também pela polícia rodoviária. O animal silvestre sem a respectiva nota fiscal de compra está sujeito a apreensão. A nota fiscal deve ter o número de identificação do animal e o número e nome de registro do criadouro, loja ou zoológico que o vendeu. Na apreensão é dado um prazo para a comprovação da posse legalizada. Quando feita, o animal é restituído. Se não houver a comprovação, as penas previstas em lei são de detenção de seis meses a um ano e multa. Nesse caso o animal não é devolvido.
Evitar o sofrimento dos animais - Lei de Crimes Ambientais: o transporte do animal deve ser digno. Leva-lo em um porta-malas ou em uma caixa de transporte exposta a calor intenso, por exemplo, é uma crueldade. Prender com a guia um cão usando enforcador na caçamba do veículo, tem o risco dele pular para fora e acabar morrendo por asfixia. A lei 9.605 (artigo 32), de 13/2/1998, define como crime ambiental os atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Começa retirada das 2.300 toneladas de combustível do "Costa Concordia"
Roma (Itália)
A retirada das 2.300 toneladas de combustível do cruzeiro "Costa Concordia", que naufragou em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio, foi iniciada neste domingo às 17h (hora local), informou a Defesa Civil da Itália em comunicado.
A companhia holandesa Smit e a italiana Neri, responsáveis pelo serviço, tinham previsto começar a extração em 28 de janeiro, mas o mau tempo não permitiu o início dos trabalhos, que devem durar cerca de um mês.
A nota explica que as condições meteorológicas continuam boas e que serão necessários 28 dias consecutivos para esvaziar os 15 tanques do 'Costa Concordia', onde, segundo as estimativas, encontra-se 84% do combustível armazenado.
O navio está encalhado a poucos metros da ilha de Giglio, no mar Tirreno, numa zona marítima de grande importância por ser passagem de baleias e outras espécies.
Desde o naufrágio, a prioridade foi a busca dos desaparecidos, por isso a retirada do combustível ficou em segundo plano.
Em 24 de janeiro começou a preparação para o esvaziamento dos seis tanques, onde estão 1.518 metros cúbicos do líquido (67% do total). O resto se encontra em noves depósitos menores, que guardam 377 metros cúbicos de combustível (17%). O restante (348 metros cúbicos) está armazenado em depósitos menores na sala de máquinas
Enquanto o material é extraído da embarcação, água é bombeada para os tanques que ficam vazios, para evitar que o cruzeiro se desequilibre.
No momento, estão sendo retirados cinco metros cúbicos de combustível a cada hora, valor que pode chegar até a 10 metros cúbicos nas próximas horas. A operação deste domingo começou num tanque de 400 metros cúbicos, que deve demorar de 40 a 45 horas para ser esvaziado.
A Agência Regional para a Proteção Meio Ambiental da Toscana (ARPAT) não registrou contaminação do mar.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/02/12/comeca-retirada-das-2300-toneladas-de-combustivel-do-costa-concordia.htm
A retirada das 2.300 toneladas de combustível do cruzeiro "Costa Concordia", que naufragou em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio, foi iniciada neste domingo às 17h (hora local), informou a Defesa Civil da Itália em comunicado.
A companhia holandesa Smit e a italiana Neri, responsáveis pelo serviço, tinham previsto começar a extração em 28 de janeiro, mas o mau tempo não permitiu o início dos trabalhos, que devem durar cerca de um mês.
A nota explica que as condições meteorológicas continuam boas e que serão necessários 28 dias consecutivos para esvaziar os 15 tanques do 'Costa Concordia', onde, segundo as estimativas, encontra-se 84% do combustível armazenado.
O navio está encalhado a poucos metros da ilha de Giglio, no mar Tirreno, numa zona marítima de grande importância por ser passagem de baleias e outras espécies.
Desde o naufrágio, a prioridade foi a busca dos desaparecidos, por isso a retirada do combustível ficou em segundo plano.
Em 24 de janeiro começou a preparação para o esvaziamento dos seis tanques, onde estão 1.518 metros cúbicos do líquido (67% do total). O resto se encontra em noves depósitos menores, que guardam 377 metros cúbicos de combustível (17%). O restante (348 metros cúbicos) está armazenado em depósitos menores na sala de máquinas
Enquanto o material é extraído da embarcação, água é bombeada para os tanques que ficam vazios, para evitar que o cruzeiro se desequilibre.
No momento, estão sendo retirados cinco metros cúbicos de combustível a cada hora, valor que pode chegar até a 10 metros cúbicos nas próximas horas. A operação deste domingo começou num tanque de 400 metros cúbicos, que deve demorar de 40 a 45 horas para ser esvaziado.
A Agência Regional para a Proteção Meio Ambiental da Toscana (ARPAT) não registrou contaminação do mar.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/02/12/comeca-retirada-das-2300-toneladas-de-combustivel-do-costa-concordia.htm
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
14 propostas da Nasa para diminuir o aquecimento global
indica que a diminuição da emissão do metano e da fuligem são passos importantes
Por Gisele Eberspacher às 10h10 de 02/02/2012
A Nasa realizou um estudo para analisar o aquecimento global. O documento propõe ainda 14 ações que podem ser feitas para amenizar o fenômeno.
Uma das coisas que a Nasa divulgou é que ações para combater a emissão do gás metano já podem diminuir a temperatura média da Terra entre 2,2ºC e 1,7ºC em 40 anos. Com a diminuição da temperatura média global, diminuiriam alguns problemas de saúde pública e com a produção de alimentos.
Ainda, segundo a pesquisa, é possível facilmente diminuir a quantidade de fuligem nas cidades. A ação também ajudaria a baixar a temperatura e melhorar a qualidade de vida em ambientes urbanos.
Veja abaixo as ações propostas pela Nasa e veja quais delas você pode ajudar diretamente, na sua casa (em negrito):
Para diminuir a emissão de metano:
1 – Melhorar técnicas para evitar o vazamento de gás em minas de carvão;
2 – Diminuir perdas de gás que escapa de poços de petróleo;
3 – Diminuir vazamentos em gasodutos;
4 – Separar lixo e encaminhar cada tipo de resíduo para seu destinho correto (fazer compostagem de materiais orgânicos e reciclar embalagens);
5 – Ter sistemas de esgoto eficientes e tratar corretamente o material. Para isso, veja se as ligações do esgoto da sua casa estão corretas e cobre do poder público estações de tratamento eficientes.
6 – Controlar a emissão de metano referente à pecuária, fazendo tratamento especial para o esterco. Você pode ajudar diminuindo seu consumo de carne vermelha.
7 – Arejar as plantações de arroz, para reduzir as emissões das plataformas alagadas.
Contra a fuligem
8 – Substituir a frota de veículos antigos, que podem liberar muitos poluentes na atmosfera;
9 – Instalar filtros em veículos movidos a diesel;
10 – Proibir a queima de resíduos orgânicos (muitas vezes provenientes da agricultura) ao ar livre;
11 – Optar por fornos a gás ou outros modelos de queima limpa;
12 – Em países pobres, muitas pessoas preparam alimentos queimando lenha ou carvão. Segundo a Nasa, levar a tecnologia de fornos a biogás para esses locais diminuí a poluição do ar;
13 – Evitar o uso de tijolos de barro e escolher os ecológicos;
14 – Substituir fornos a queima de coque (um subproduto do carvão) por equipamentos mais eficientes.
Fonte: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2012/02/02/14-propostas-da-nasa-para-diminuir-o-aquecimento-global/
Por Gisele Eberspacher às 10h10 de 02/02/2012
A Nasa realizou um estudo para analisar o aquecimento global. O documento propõe ainda 14 ações que podem ser feitas para amenizar o fenômeno.
Uma das coisas que a Nasa divulgou é que ações para combater a emissão do gás metano já podem diminuir a temperatura média da Terra entre 2,2ºC e 1,7ºC em 40 anos. Com a diminuição da temperatura média global, diminuiriam alguns problemas de saúde pública e com a produção de alimentos.
Ainda, segundo a pesquisa, é possível facilmente diminuir a quantidade de fuligem nas cidades. A ação também ajudaria a baixar a temperatura e melhorar a qualidade de vida em ambientes urbanos.
Veja abaixo as ações propostas pela Nasa e veja quais delas você pode ajudar diretamente, na sua casa (em negrito):
Para diminuir a emissão de metano:
1 – Melhorar técnicas para evitar o vazamento de gás em minas de carvão;
2 – Diminuir perdas de gás que escapa de poços de petróleo;
3 – Diminuir vazamentos em gasodutos;
4 – Separar lixo e encaminhar cada tipo de resíduo para seu destinho correto (fazer compostagem de materiais orgânicos e reciclar embalagens);
5 – Ter sistemas de esgoto eficientes e tratar corretamente o material. Para isso, veja se as ligações do esgoto da sua casa estão corretas e cobre do poder público estações de tratamento eficientes.
6 – Controlar a emissão de metano referente à pecuária, fazendo tratamento especial para o esterco. Você pode ajudar diminuindo seu consumo de carne vermelha.
7 – Arejar as plantações de arroz, para reduzir as emissões das plataformas alagadas.
Contra a fuligem
8 – Substituir a frota de veículos antigos, que podem liberar muitos poluentes na atmosfera;
9 – Instalar filtros em veículos movidos a diesel;
10 – Proibir a queima de resíduos orgânicos (muitas vezes provenientes da agricultura) ao ar livre;
11 – Optar por fornos a gás ou outros modelos de queima limpa;
12 – Em países pobres, muitas pessoas preparam alimentos queimando lenha ou carvão. Segundo a Nasa, levar a tecnologia de fornos a biogás para esses locais diminuí a poluição do ar;
13 – Evitar o uso de tijolos de barro e escolher os ecológicos;
14 – Substituir fornos a queima de coque (um subproduto do carvão) por equipamentos mais eficientes.
Fonte: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2012/02/02/14-propostas-da-nasa-para-diminuir-o-aquecimento-global/
Em caso raro, vaca dá à luz trigêmeos bezerros pela segunda vez
Do UOL, em Ribeirão Preto (SP)
Uma vaca deu à luz três bezerros em Jaú (287 km de São Paulo), fato considerado raro pela ciência. Segundo o dono, João Batista Costa, 50, é a segunda vez que Cabana, um animal mestiço de oito anos, tem trigêmeos. Os bezerros têm um mês de idade.
Costa afirma que a vaca, que ele adquiriu quando ainda era bezerro por R$ 700, já deu à luz seis vezes em sua propriedade. Nas quatro primeiras vezes, nasceram gêmeos. Até agora, foram 13 animais (um deles morreu no parto).
Ver em tamanho maiorVocê já viu animais como esses?
Foto 39 de 39 - Uma vaca deu à luz três bezerros em Jaú (287 km de São Paulo), fato considerado raro pela ciência. Segundo o dono, João Batista Costa, 50, é a segunda vez que Cabana, um animal mestiço de oito anos, tem trigêmeos Tuca Melges/UOL
“É um fato muito raro. Em 95% dos nascimentos, o normal é nascer apenas um bezerro”, afirma Rubens Paes de Arruda, do Centro de Biotecnologia e Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária da USP (Universidade de São Paulo).
Há relatos, segundo Arruda, de casos de reprodução de até quadrigêmeos, fato ainda mais raro.
De acordo com o pesquisador, não existe uma explicação para a alta fecundidade da vaca Cabana.
“Talvez ela tenha uma ovulação maior, por razões hormonais, o que aumenta as chances de fecundação. É um fato que merece ser estudado pela ciência”, afirma.
Mas se a fertilidade de Cabana faz a alegria de seu dono, ela não é boa para a vaca. De acordo com o professor da USP, Cabana pode ter problemas futuros em partos, porque o normal é o útero desenvolver apenas um embrião.
A fama de boa reprodutora de Cabana já rendeu uma proposta de negócio para o sitiante de Jaú. Costa afirma que lhe ofereceram R$ 7.000 pelo animal, mas a oferta foi recusada.
“É uma vaca excepcional. Além de mansa, é também boa produtora de leite. Tenho medo de ela ser maltratada pela pessoa que comprar”, declara.
Costa doou os bezerros, duas fêmeas e um macho, para os filhos. “Mas se eles quiserem vender para terceiros, eu fico com as fêmeas, pois elas podem ter as mesmas características da mãe.”
Cabana é o resultado do cruzamento das raças gir, de origem indiana, e holandesa, de alta produtividade leiteira. No Brasil, os mestiços dessas raças são conhecidos como gado “girolando”.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/04/em-caso-raro-vaca-da-a-luz-trigemeos-bezerros-pela-segunda-vez.htm
Uma vaca deu à luz três bezerros em Jaú (287 km de São Paulo), fato considerado raro pela ciência. Segundo o dono, João Batista Costa, 50, é a segunda vez que Cabana, um animal mestiço de oito anos, tem trigêmeos. Os bezerros têm um mês de idade.
Costa afirma que a vaca, que ele adquiriu quando ainda era bezerro por R$ 700, já deu à luz seis vezes em sua propriedade. Nas quatro primeiras vezes, nasceram gêmeos. Até agora, foram 13 animais (um deles morreu no parto).
Ver em tamanho maiorVocê já viu animais como esses?
Foto 39 de 39 - Uma vaca deu à luz três bezerros em Jaú (287 km de São Paulo), fato considerado raro pela ciência. Segundo o dono, João Batista Costa, 50, é a segunda vez que Cabana, um animal mestiço de oito anos, tem trigêmeos Tuca Melges/UOL
“É um fato muito raro. Em 95% dos nascimentos, o normal é nascer apenas um bezerro”, afirma Rubens Paes de Arruda, do Centro de Biotecnologia e Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária da USP (Universidade de São Paulo).
Há relatos, segundo Arruda, de casos de reprodução de até quadrigêmeos, fato ainda mais raro.
De acordo com o pesquisador, não existe uma explicação para a alta fecundidade da vaca Cabana.
“Talvez ela tenha uma ovulação maior, por razões hormonais, o que aumenta as chances de fecundação. É um fato que merece ser estudado pela ciência”, afirma.
Mas se a fertilidade de Cabana faz a alegria de seu dono, ela não é boa para a vaca. De acordo com o professor da USP, Cabana pode ter problemas futuros em partos, porque o normal é o útero desenvolver apenas um embrião.
A fama de boa reprodutora de Cabana já rendeu uma proposta de negócio para o sitiante de Jaú. Costa afirma que lhe ofereceram R$ 7.000 pelo animal, mas a oferta foi recusada.
“É uma vaca excepcional. Além de mansa, é também boa produtora de leite. Tenho medo de ela ser maltratada pela pessoa que comprar”, declara.
Costa doou os bezerros, duas fêmeas e um macho, para os filhos. “Mas se eles quiserem vender para terceiros, eu fico com as fêmeas, pois elas podem ter as mesmas características da mãe.”
Cabana é o resultado do cruzamento das raças gir, de origem indiana, e holandesa, de alta produtividade leiteira. No Brasil, os mestiços dessas raças são conhecidos como gado “girolando”.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/04/em-caso-raro-vaca-da-a-luz-trigemeos-bezerros-pela-segunda-vez.htm
Estudo inédito da WWF mostra que o Pantanal está ameaçado
O Pantanal está ameaçado pela agricultura intensiva e pelo desmatamento; veja fotos
Os jacarés descansam nos bancos de areia enquanto uma iguana se lança no mangue: no Pantanal, a natureza é generosa, mas este santuário de biodiversidade no coração da América do Sul está ameaçado pela agricultura intensiva e pelo desmatamento.
Ambientalistas do World Wildlife Fund (WWF) soaram o alarme por ocasião do Dia Mundial das Zonas Úmidas, celebrado todos os dias 2 de fevereiro desde 1997, para resgatar este santuário do Mato Grosso.
Os cientistas da ONG se apoiam em um estudo inédito publicado após três anos de pesquisas, realizado por cerca de 30 especialistas de quatro países (Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina), que compartilham a bacia do rio Paraguai, que nasce no Mato Grosso e percorre 2.600 km antes de desaguar no Rio Paraná, na Argentina.
Segundo o WWF, esta região que se estende por 1,2 milhão de km2 corre um grave risco ecológico.
O biólogo Glauco Kimura, coordenador do programa "Water for Life" ("Água para a vida") do WWF, é categórico: "o Pantanal está ameaçado. Isto pode parecer surpreendente, mas é a triste realidade. Nosso estudo demonstra que 14% da bacia do rio Paraguai deve ser protegida de maneira urgente".
Antes de percorrer de barco as curvas do rio Cuiabá, sobrevoado por algumas aves de rapina e por uma série de papagaios coloridos, Kimura e sua equipe se detêm na floresta da Chapada dos Guimarães.
A vista é excepcional. Mostra, de longe, o exuberante Pantanal, verdadeiro santuário ecológico. Mas é do alto, no Planalto (conhecido também como "Cerrado"), que vem o perigo.
"Comparo esta região a um prato", explica o ecologista. "O Planalto nas bordas e o Pantanal no fundo do prato. E o segundo sofre com os excessos do primeiro".
O desmatamento, a agricultura excessiva, o desenvolvimento urbano ou a multiplicação de represas hidroelétricas são alguns dos riscos para as águas que alimentam o Pantanal.
Percorrendo o Cerrado, são descobertos milhares de hectares de explorações agrícolas, sobretudo de soja. Em meio dos campos que se perdem de vista, um trator lança um líquido amarelo com um forte odor químico. São herbicidas.
Cerca de 15% da cobertura vegetal do Pantanal já foi destruída pelos cultivos de soja e pelos pastos para o gado, estima o WWF.
Isto alarma o canadense Pierre Girard, especialista em hidrologia do Centro de Pesquisas do Pantanal (independente), outro dos autores do estudo.
"A soja é cultivada onde nascem os rios que alimentam e formam posteriormente o Pantanal. Há riscos de erosão, mas também de contaminação do Pantanal", assegura.
Realizado igualmente em colaboração com a ONG The Nature Conservancy, o estudo do WWF insiste na necessidade para os países e as regiões envolvidas de unir seus esforços.
"Não há mais lugar para os cultivos abundantes como se existisse um estoque infinito de floresta nativa a destruir e de água doce a contaminar", afirma Kimura.
Para o biólogo, a proteção da bacia do rio Paraguai - onde apenas 11% do território é atualmente uma zona protegida - é vital para conservar a extraordinária riqueza da fauna e da flora, que possui 4.500 espécies diferentes.
"Portanto, é necessário proteger as fontes de água, criar mais zonas protegidas e melhorar as práticas agroalimentícias", assegura Kimura.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/02/ecologistas-brasileiros-pedem-protecao-do-pantanal-santuario-ameacado.jhtm
Os jacarés descansam nos bancos de areia enquanto uma iguana se lança no mangue: no Pantanal, a natureza é generosa, mas este santuário de biodiversidade no coração da América do Sul está ameaçado pela agricultura intensiva e pelo desmatamento.
Ambientalistas do World Wildlife Fund (WWF) soaram o alarme por ocasião do Dia Mundial das Zonas Úmidas, celebrado todos os dias 2 de fevereiro desde 1997, para resgatar este santuário do Mato Grosso.
Os cientistas da ONG se apoiam em um estudo inédito publicado após três anos de pesquisas, realizado por cerca de 30 especialistas de quatro países (Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina), que compartilham a bacia do rio Paraguai, que nasce no Mato Grosso e percorre 2.600 km antes de desaguar no Rio Paraná, na Argentina.
Segundo o WWF, esta região que se estende por 1,2 milhão de km2 corre um grave risco ecológico.
O biólogo Glauco Kimura, coordenador do programa "Water for Life" ("Água para a vida") do WWF, é categórico: "o Pantanal está ameaçado. Isto pode parecer surpreendente, mas é a triste realidade. Nosso estudo demonstra que 14% da bacia do rio Paraguai deve ser protegida de maneira urgente".
Antes de percorrer de barco as curvas do rio Cuiabá, sobrevoado por algumas aves de rapina e por uma série de papagaios coloridos, Kimura e sua equipe se detêm na floresta da Chapada dos Guimarães.
A vista é excepcional. Mostra, de longe, o exuberante Pantanal, verdadeiro santuário ecológico. Mas é do alto, no Planalto (conhecido também como "Cerrado"), que vem o perigo.
"Comparo esta região a um prato", explica o ecologista. "O Planalto nas bordas e o Pantanal no fundo do prato. E o segundo sofre com os excessos do primeiro".
O desmatamento, a agricultura excessiva, o desenvolvimento urbano ou a multiplicação de represas hidroelétricas são alguns dos riscos para as águas que alimentam o Pantanal.
Percorrendo o Cerrado, são descobertos milhares de hectares de explorações agrícolas, sobretudo de soja. Em meio dos campos que se perdem de vista, um trator lança um líquido amarelo com um forte odor químico. São herbicidas.
Cerca de 15% da cobertura vegetal do Pantanal já foi destruída pelos cultivos de soja e pelos pastos para o gado, estima o WWF.
Isto alarma o canadense Pierre Girard, especialista em hidrologia do Centro de Pesquisas do Pantanal (independente), outro dos autores do estudo.
"A soja é cultivada onde nascem os rios que alimentam e formam posteriormente o Pantanal. Há riscos de erosão, mas também de contaminação do Pantanal", assegura.
Realizado igualmente em colaboração com a ONG The Nature Conservancy, o estudo do WWF insiste na necessidade para os países e as regiões envolvidas de unir seus esforços.
"Não há mais lugar para os cultivos abundantes como se existisse um estoque infinito de floresta nativa a destruir e de água doce a contaminar", afirma Kimura.
Para o biólogo, a proteção da bacia do rio Paraguai - onde apenas 11% do território é atualmente uma zona protegida - é vital para conservar a extraordinária riqueza da fauna e da flora, que possui 4.500 espécies diferentes.
"Portanto, é necessário proteger as fontes de água, criar mais zonas protegidas e melhorar as práticas agroalimentícias", assegura Kimura.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/02/02/ecologistas-brasileiros-pedem-protecao-do-pantanal-santuario-ameacado.jhtm
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Japão pesquisa efeitos da radiação na fauna e flora de FukushimaComente
Mulher segura placa onde uma criança pergunta "O que acontece depois, mamãe?", em protesto na sede da Tepco, em dezembro
O Japão começou uma investigação exaustiva para estabelecer os efeitos da radiação procedente da usina nuclear de Fukushima em animais e plantas das regiões mais afetadas pelo acidente atômico, informou neste domingo a emissora "NHK".
A própria província de Fukushima solicitou ao Governo central que realizasse o estudo e o Executivo decidiu que o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Ciências Radiológicas pesquisarão o caso durante um ano aproximadamente e o apresentarão em março de 2013.
A análise registrará os níveis de césio radioativo na fauna e na flora em 25 pontos concretos da província de Fukushima, tanto em terra firme como no mar.
Entre esses 25 lugares se encontram as áreas mais afetadas pelas emissões da usina nuclear e também áreas prejudicadas em menor escala com o objetivo de comparar os possíveis efeitos.
As duas instituições já começaram a colher mostras vegetais, que vão desde um pinheiro japonês vermelho a gramas silvestres, e animais, como ratos, rãs ou mexilhões. A seleção das espécies que serão investigadas se baseou as recomendações da Comissão Internacional de Proteção Radiológica.
Os pesquisadores estudarão os efeitos que a radiação pode ter sobre a fisionomia, a atividade genética e as funções reprodutivas, incluindo a taxa de germinação das sementes.
O terremoto e o tsunami de 11 de março do ano passado devastaram o nordeste do país e causaram a pior crise nuclear dos últimos 25 anos na usina de Fukushima Daiichi, que obrigou a remover cerca de 80 mil habitantes e afetou gravemente a agricultura, a pecuária e a pesca locais
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/01/29/japao-pesquisa-efeitos-da-radiacao-na-fauna-e-flora-de-fukushima.htm
sábado, 28 de janeiro de 2012
Após supermercados, feiras querem banir as sacolinhas
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Após os supermercados, agora as feiras livres também querem eliminar as sacolinhas plásticas em São Paulo. O assunto é discutido desde o ano passado pelos feirantes e conta com a simpatia da prefeitura paulistana.
Segundo José Torres Gonçalves, presidente do sindicato dos feirantes, a proposta é eliminar as sacolinhas e reduzir ao máximo o uso de sacos plásticos para carregar frutas, legumes e verduras.
Nas feiras, a maioria dos comerciantes utiliza sacolas de alça e sacos coloridos "de segunda", que já são feitos com plástico reciclado e que custam até 30% menos. Só os peixeiros utilizam sacos plásticos virgens.
"O feirante também não gosta da sacolinha. Como mudou no supermercado, não vai ser difícil fazer isso nas feiras. Vamos ajudar o ambiente e ainda economizar um bom dinheiro."
Torres acredita que as feiras terão condições de eliminar os plásticos em um prazo recorde de seis meses. Ele lembra que antes da disseminação das sacolinhas os fregueses utilizavam carrinhos, que hoje voltaram a circular.
Frequentadora da feira da rua Tucuna, em Perdizes (zona oeste), a dona de casa Ieda Silva, 61, usa sacola de lona para carregar frutas e verduras embaladas em sacos plásticos. "Sempre usei a sacola de lona, mas nunca pedi para tirar os produtos do saquinho. Do jeito que o feirante dá, coloco na sacola."
Já a dona de casa Maria Paula Ferreira, 48, carregava frutas e legumes soltos e misturados em um carrinho de lona. Ela coloca os alimentos mais pesados (melancia, laranjas etc.) no fundo e os frágeis (verduras) em cima.
"Já compro nessa ordem. Faz tempo que faço isso, não é por causa da campanha dos supermercados. Depois, é mais fácil para guardar as compras em casa. Só levo no saco folhas, como o alface."
Na feira da rua Mato Grosso, em Higienópolis (centro), vários fregueses utilizavam ontem as ecobags recém-compradas dos supermercados. "Uso carrinho, sacola retornável e saquinho", disse a aposentada Elizabeth Stipp.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1040626-apos-supermercados-feiras-querem-banir-as-sacolinhas.shtml
DE SÃO PAULO
Após os supermercados, agora as feiras livres também querem eliminar as sacolinhas plásticas em São Paulo. O assunto é discutido desde o ano passado pelos feirantes e conta com a simpatia da prefeitura paulistana.
Segundo José Torres Gonçalves, presidente do sindicato dos feirantes, a proposta é eliminar as sacolinhas e reduzir ao máximo o uso de sacos plásticos para carregar frutas, legumes e verduras.
Nas feiras, a maioria dos comerciantes utiliza sacolas de alça e sacos coloridos "de segunda", que já são feitos com plástico reciclado e que custam até 30% menos. Só os peixeiros utilizam sacos plásticos virgens.
"O feirante também não gosta da sacolinha. Como mudou no supermercado, não vai ser difícil fazer isso nas feiras. Vamos ajudar o ambiente e ainda economizar um bom dinheiro."
Torres acredita que as feiras terão condições de eliminar os plásticos em um prazo recorde de seis meses. Ele lembra que antes da disseminação das sacolinhas os fregueses utilizavam carrinhos, que hoje voltaram a circular.
Frequentadora da feira da rua Tucuna, em Perdizes (zona oeste), a dona de casa Ieda Silva, 61, usa sacola de lona para carregar frutas e verduras embaladas em sacos plásticos. "Sempre usei a sacola de lona, mas nunca pedi para tirar os produtos do saquinho. Do jeito que o feirante dá, coloco na sacola."
Já a dona de casa Maria Paula Ferreira, 48, carregava frutas e legumes soltos e misturados em um carrinho de lona. Ela coloca os alimentos mais pesados (melancia, laranjas etc.) no fundo e os frágeis (verduras) em cima.
"Já compro nessa ordem. Faz tempo que faço isso, não é por causa da campanha dos supermercados. Depois, é mais fácil para guardar as compras em casa. Só levo no saco folhas, como o alface."
Na feira da rua Mato Grosso, em Higienópolis (centro), vários fregueses utilizavam ontem as ecobags recém-compradas dos supermercados. "Uso carrinho, sacola retornável e saquinho", disse a aposentada Elizabeth Stipp.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1040626-apos-supermercados-feiras-querem-banir-as-sacolinhas.shtml
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A maior erupção solar registrada desde 2005 começou a se fazer sentir na Terra, bombardeando o planeta com partículas magnéticas que podem perturbar as comunicações via satélite. A erupção, que ocorreu no último domingo (22) perto do centro do sol, projetará partículas de prótons para a Terra até a quarta-feira (25) e os moradores da Europa e Ásia também poderão aproveitar a noite de terça-feira (24) para admirar a aurora boreal, advertiu a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
"A própria erupção em si não tem nada de espetacular, mas ejetou ao espaço uma massa coronal (nuvem de plasma de intenso campo magnético) a uma velocidade fenomenal de 6,4 milhões de km/h", disse à AFP Doug Biesecker, físico do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.
A tempestade geomagnética provocada pelo Sol é a mais forte desde 2005, mas foi classificada como de categoria 3 em uma escala que vai até 5, afirmou. Por isto, é considerada "forte", mas não "grave".
Segundo o site da NOAA na internet, um evento de categoria 3 pode causar alterações nos sistemas informáticos dos satélites, bem como nas comunicações por rádio nos pólos. A navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões.
Não esperamos um grande impacto com um evento deste tipo", disse Biesecker.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/1201_album.jhtm?abrefoto=67#fotoNav=67
"A própria erupção em si não tem nada de espetacular, mas ejetou ao espaço uma massa coronal (nuvem de plasma de intenso campo magnético) a uma velocidade fenomenal de 6,4 milhões de km/h", disse à AFP Doug Biesecker, físico do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.
A tempestade geomagnética provocada pelo Sol é a mais forte desde 2005, mas foi classificada como de categoria 3 em uma escala que vai até 5, afirmou. Por isto, é considerada "forte", mas não "grave".
Segundo o site da NOAA na internet, um evento de categoria 3 pode causar alterações nos sistemas informáticos dos satélites, bem como nas comunicações por rádio nos pólos. A navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões.
Não esperamos um grande impacto com um evento deste tipo", disse Biesecker.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/1201_album.jhtm?abrefoto=67#fotoNav=67
domingo, 22 de janeiro de 2012
Deputado Reguffe
TENHO CERTEZA QUE SE FOSSE ESTUPRO NO BBB, OU A LUIZA QUE FOI PRO CANADÁ TODO MUNDO COMPARTILHARIA NÈ !!
VAMOS COMPARTILHAR O QUE REALMENTE IMPORTA!!!
já que a mídia não se pronuncia...
Milagre em Brasília...
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.
Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.
Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.
“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.
Quantos outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo????
COMPARTILHE, pois a dignidade deste Sr. José Antonio Reguffe é respeitável e uma atitude raríssima no nosso meio político!
Para quem tem duvidas se é verdade, abaixo tem o link de uma reportagem, tem um video da prestação de contas dele de 12/2012, e tem ainda o google, não custa pesquisar, abraços..
Mais informações na ISTO É:
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA
Video prestação de contas: http://www.youtube.com/watch?v=HDGinCmvpI&context=C317c30dADOEgsToPDskLwM0m0ddfYTpP3b4uweNJw
VAMOS COMPARTILHAR O QUE REALMENTE IMPORTA!!!
já que a mídia não se pronuncia...
Milagre em Brasília...
O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.
Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.
Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.
“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.
Quantos outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo????
COMPARTILHE, pois a dignidade deste Sr. José Antonio Reguffe é respeitável e uma atitude raríssima no nosso meio político!
Para quem tem duvidas se é verdade, abaixo tem o link de uma reportagem, tem um video da prestação de contas dele de 12/2012, e tem ainda o google, não custa pesquisar, abraços..
Mais informações na ISTO É:
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA
Video prestação de contas: http://www.youtube.com/watch?v=HDGinCmvpI&context=C317c30dADOEgsToPDskLwM0m0ddfYTpP3b4uweNJw
Fim da sacolinha plástica desafia consumidor em SP
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Fazer as compras no supermercado envolverá uma logística mais complexa a partir de quarta-feira, quando as sacolinhas plásticas deixarão de ser distribuídas gratuitamente em São Paulo.
Quem não quiser sair do estabelecimento com as coisas na mão terá de se "lembrar" de levar a sua própria ecobag ou carrinho de feira.
Existem tamanhos, modelos e materiais --papel, pano, lona, juta, plástico, plástico etc.-- para todos os gostos, bolsos e exigências de uso.
Na melhor das hipóteses, o consumidor vai ganhar do supermercado uma caixa de papelão usada (há risco de contaminação) ou, novidade, terá de comprar uma sacolinha biodegradável por R$ 0,19 --alvo das mais ferozes críticas e resistências, respondidas pelos supermercado por um simples "não compre e leve sua ecobag".
Os críticos dizem que essa sacola não resolve o problema porque não há compostagem, capaz de degradar lixo orgânico, no país.
Mas a sacola compostável é a que melhor se adequa à realidade de lixões e de aterros sanitários, onde elas se degradam em dois anos.
Sem coleta seletiva, o plástico vai para o mesmo lugar e demora mais de cem anos para se decompor.
LOGÍSTICA
A logística das compras exigirá também pensar como confinar em um mesmo espaço produtos secos, molhados, comestíveis e perecíveis com artigos de limpeza, inseticidas e líquidos químicos --outra das reclamações.
Quem usava a sacolinha para o lixo ou para coletar cocô de cachorro terá de comprá-la --outra reclamação.
E isso é só o começo da longa saga de responsabilidades, sacrifícios e custos financeiros que virão. Depois vem a coleta seletiva --a meta do país (não é só do poder público) é universalizá-la em 2014.
A mudança é fruto de um acordo dos supermercadistas; não tem força de lei, participa quem quer. Se algum furar não acontece nada, é um acordo.
Por que os supermerdados? Porque eles despejam 90% dessas embalagens no país, daí a iniciativa setorial de "cuidar" desse assunto.
Será assim com todas as cadeias produtivas. O novo marco regulatório dos resíduos sólidos prevê que cada uma defina como retirar de circulação resíduos que produzirem --como os mercados farão com as sacolinhas.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1037817-fim-da-sacolinha-plastica-desafia-consumidor-em-sp.shtml
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Amazônia está emitindo cada vez mais gás-estufa
RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON
A Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um "sorvedouro" de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.
"Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo", disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.
"A mudança talvez seja de um sorvedouro de carbono forte para um sorvedouro fraco ou de uma fonte pequena de carbono para uma um pouco maior, talvez até cruzando essa barreira. Ainda não temos como estimar o fluxo líquido de carbono para toda a bacia Amazônica."
O estudo liderado por Davidson, publicado da edição da revista "Nature" nesta quinta-feira, foi um balanço dos quase 20 anos de pesquisas do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o maior projeto de pesquisa em ecologia e geociências da região.
Mesmo sem uma resposta detalhada sobre essa questão estratégica, cientistas comemoram o fato de que os dados da iniciativa têm ajudado nas políticas de preservação da floresta.
"O LBA mostrou que em um período de forte estresse climático, como as secas de 2005 e 2010, a floresta se torna uma pequena fonte de carbono", diz Paulo Artaxo, geofísico da USP, também autor do estudo.
"Isso é importante porque a Amazônia tem em sua biomassa um reservatório de carbono equivalente a quase dez anos da queima mundial de combustíveis fósseis. Qualquer alteração nesse regime é significativa do ponto de vista da mudança climática."
Uma das conclusões que o LBA permitiu tirar é que, apesar de a Amazônia ser robusta o suficiente para suportar fatores individuais de estresse --secas, desmatamento e queimadas, entre outros--, a floresta pode não suportar todos ao mesmo tempo.
"Há sinais de uma transição para um regime dominado por perturbações", dizem Artaxo, Davidson e outros autores do trabalho.
MONITORAMENTO
Segundo o pesquisador brasileiro, um dos problemas em responder a questões complexas sobre o comportamento da floresta diante da mudança climática é que, apesar de ser o maior projeto de pesquisa na região, o LBA não é grande o suficiente.
"Temos 13 torres de fluxo [instrumentos para estudos atmosféricos] hoje em 5,5 milhões de km2. Seria um engano achar que 13 pontos de medida seriam capazes de representar uma área continental do tamanho da Amazônia", diz Artaxo.
"O país precisa ampliar esse sistema para monitorar não só a Amazônia, mas também outros biomas, como o cerrado e o Pantanal."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1036501-amazonia-esta-emitindo-cada-vez-mais-gas-estufa.shtml
DE WASHINGTON
A Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um "sorvedouro" de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.
"Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo", disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.
"A mudança talvez seja de um sorvedouro de carbono forte para um sorvedouro fraco ou de uma fonte pequena de carbono para uma um pouco maior, talvez até cruzando essa barreira. Ainda não temos como estimar o fluxo líquido de carbono para toda a bacia Amazônica."
O estudo liderado por Davidson, publicado da edição da revista "Nature" nesta quinta-feira, foi um balanço dos quase 20 anos de pesquisas do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o maior projeto de pesquisa em ecologia e geociências da região.
Mesmo sem uma resposta detalhada sobre essa questão estratégica, cientistas comemoram o fato de que os dados da iniciativa têm ajudado nas políticas de preservação da floresta.
"O LBA mostrou que em um período de forte estresse climático, como as secas de 2005 e 2010, a floresta se torna uma pequena fonte de carbono", diz Paulo Artaxo, geofísico da USP, também autor do estudo.
"Isso é importante porque a Amazônia tem em sua biomassa um reservatório de carbono equivalente a quase dez anos da queima mundial de combustíveis fósseis. Qualquer alteração nesse regime é significativa do ponto de vista da mudança climática."
Uma das conclusões que o LBA permitiu tirar é que, apesar de a Amazônia ser robusta o suficiente para suportar fatores individuais de estresse --secas, desmatamento e queimadas, entre outros--, a floresta pode não suportar todos ao mesmo tempo.
"Há sinais de uma transição para um regime dominado por perturbações", dizem Artaxo, Davidson e outros autores do trabalho.
MONITORAMENTO
Segundo o pesquisador brasileiro, um dos problemas em responder a questões complexas sobre o comportamento da floresta diante da mudança climática é que, apesar de ser o maior projeto de pesquisa na região, o LBA não é grande o suficiente.
"Temos 13 torres de fluxo [instrumentos para estudos atmosféricos] hoje em 5,5 milhões de km2. Seria um engano achar que 13 pontos de medida seriam capazes de representar uma área continental do tamanho da Amazônia", diz Artaxo.
"O país precisa ampliar esse sistema para monitorar não só a Amazônia, mas também outros biomas, como o cerrado e o Pantanal."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1036501-amazonia-esta-emitindo-cada-vez-mais-gas-estufa.shtml
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Módulo brasileiro Criosfera 1 é inaugurado na Antártica
Da Agência Fapesp
Cientistas inauguraram o primeiro módulo brasileiro no interior da Antártica, o Criosfera 1, durante cerimônia realizada em 12 de janeiro no acampamento avançado, localizado a 84°S. Após quase um mês no continente gelado, enfrentando sensações térmicas de até 42°C negativos, o grupo concluiu o trabalho de instalação de todos os equipamentos internos e externos do módulo.
As primeiras transmissões de dados meteorológicos, em fase de teste, foram enviadas via satélite no início de janeiro para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o Inpe, este é o primeiro módulo científico brasileiro no interior do continente antártico – o país possui apenas uma base na região da península. Toda a infraestrutura do Criosfera 1 foi desenvolvida, integrada e testada no instituto.
O módulo tem uma estrutura de 6,30 m de comprimento, 2,60 m de largura e 2,5 m de altura, resultando em um peso total de 3,5 mil quilos. A instalação fica a 1,5 m do solo para evitar o acúmulo de neve ao redor e permitir a passagem do vento.
Com o envio diário por satélite dos dados meteorológicos coletados, a intenção é obter análise sobre os reflexos dos poluentes gerados na América do Sul e outras partes do mundo no continente antártico.
O grupo é composto por dez cientistas que estão na região junto ao módulo (84°S, 79°29'39"W) e mais sete que ficaram realizando trabalhos no chamado acampamento base, localizado na região da Geleira Union (79°46'S, 82°50'W).
Participam do projeto pesquisadores e técnicos do Inpe e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Entre as principais atividades científicas estão: a perfuração das camadas de gelo sobre o continente antártico do acampamento avançado, a fim de obter os testemunhos que revelam a história da composição atmosférica do planeta (cilindros de gelo com cerca de 7 cm de diâmetro e 80 cm de comprimento), a montagem e ativação do módulo Criosfera 1, que ficará funcionando de forma autônoma e enviando dados meteorológicos durante todo o ano, e o levantamento da morfologia e dinâmica das massas de gelo da Geleira Union e como elas respondem às variações ambientais.
Pelas condições meteorológicas e agenda de trabalho, os cientistas adiaram seu retorno do acampamento avançado, que deve ocorrer entre 19 e 22 de janeiro. A previsão é chegar a Punta Arenas, no Chile, no dia 24 do mesmo mês.
Um marco para o Programa Antártico Brasileiro, de acordo com o Inpe, o Criosfera 1 será o primeiro do tipo instalado no interior antártico a funcionar 24 horas por dia, sem a necessidade de acompanhamento humano em suas operações. O módulo possui painéis solares e geradores eólicos em vez de utilizar combustível fóssil para seu funcionamento.
Os resultados obtidos no módulo autônomo irão se somar às pesquisas realizadas na Estação Antártica Brasileira de Comandante Ferraz, localizada na latitude 62° S, na borda do continente.
Ao lado de outras instituições brasileiras, o Inpe realiza pesquisas na região há mais de 25 anos. Seus estudos na Antártica enfocam a dinâmica da atmosfera, a camada de ozônio, meteorologia, gases do efeito estufa, a radiação ultravioleta, o transporte de poluição, oceanografia e interação oceano-atmosfera.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/01/16/modulo-brasileiro-criosfera-1-e-inaugurado-na-antartica.jhtm
Cientistas inauguraram o primeiro módulo brasileiro no interior da Antártica, o Criosfera 1, durante cerimônia realizada em 12 de janeiro no acampamento avançado, localizado a 84°S. Após quase um mês no continente gelado, enfrentando sensações térmicas de até 42°C negativos, o grupo concluiu o trabalho de instalação de todos os equipamentos internos e externos do módulo.
As primeiras transmissões de dados meteorológicos, em fase de teste, foram enviadas via satélite no início de janeiro para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
De acordo com o Inpe, este é o primeiro módulo científico brasileiro no interior do continente antártico – o país possui apenas uma base na região da península. Toda a infraestrutura do Criosfera 1 foi desenvolvida, integrada e testada no instituto.
O módulo tem uma estrutura de 6,30 m de comprimento, 2,60 m de largura e 2,5 m de altura, resultando em um peso total de 3,5 mil quilos. A instalação fica a 1,5 m do solo para evitar o acúmulo de neve ao redor e permitir a passagem do vento.
Com o envio diário por satélite dos dados meteorológicos coletados, a intenção é obter análise sobre os reflexos dos poluentes gerados na América do Sul e outras partes do mundo no continente antártico.
O grupo é composto por dez cientistas que estão na região junto ao módulo (84°S, 79°29'39"W) e mais sete que ficaram realizando trabalhos no chamado acampamento base, localizado na região da Geleira Union (79°46'S, 82°50'W).
Participam do projeto pesquisadores e técnicos do Inpe e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Entre as principais atividades científicas estão: a perfuração das camadas de gelo sobre o continente antártico do acampamento avançado, a fim de obter os testemunhos que revelam a história da composição atmosférica do planeta (cilindros de gelo com cerca de 7 cm de diâmetro e 80 cm de comprimento), a montagem e ativação do módulo Criosfera 1, que ficará funcionando de forma autônoma e enviando dados meteorológicos durante todo o ano, e o levantamento da morfologia e dinâmica das massas de gelo da Geleira Union e como elas respondem às variações ambientais.
Pelas condições meteorológicas e agenda de trabalho, os cientistas adiaram seu retorno do acampamento avançado, que deve ocorrer entre 19 e 22 de janeiro. A previsão é chegar a Punta Arenas, no Chile, no dia 24 do mesmo mês.
Um marco para o Programa Antártico Brasileiro, de acordo com o Inpe, o Criosfera 1 será o primeiro do tipo instalado no interior antártico a funcionar 24 horas por dia, sem a necessidade de acompanhamento humano em suas operações. O módulo possui painéis solares e geradores eólicos em vez de utilizar combustível fóssil para seu funcionamento.
Os resultados obtidos no módulo autônomo irão se somar às pesquisas realizadas na Estação Antártica Brasileira de Comandante Ferraz, localizada na latitude 62° S, na borda do continente.
Ao lado de outras instituições brasileiras, o Inpe realiza pesquisas na região há mais de 25 anos. Seus estudos na Antártica enfocam a dinâmica da atmosfera, a camada de ozônio, meteorologia, gases do efeito estufa, a radiação ultravioleta, o transporte de poluição, oceanografia e interação oceano-atmosfera.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/01/16/modulo-brasileiro-criosfera-1-e-inaugurado-na-antartica.jhtm
domingo, 15 de janeiro de 2012
Constelações
Novas datas
http://www.brasilescola.com/fisica/constelacoes-zodiacais.htm
O zodiaco nasceu a cerca de 10.000 anos antes de Cristo, quando por nessecidade de se saber as melhores epocas para o plantio, o homem começou a marcar o tempo pelas estrelas
As constelaçoes comecaram a surgir, mas o Sol passava na frente de apenas 12, das atuais 88. Essas foram chamadas de zodiaco pelo fato de quase todas terem o nome de animais.
Porem a cada ano o instante que o Sol cruza o equador celeste (momento em que ele atravessa o equador em direçao ao hemisferio norte, vindo do hemisferio sul. E equador nao e o pais e sim a linha toperas) varia de 20 minutos, e considerando 2 mil anos ate hoje da mais ou menos um mes, o que interfere na constelaçao coberta pelo sol na epoca.
Por exemplo, porque Aries é a primeira casa zodiacal? Pois na epoca o ano começava na primaveira (outono para nos) e Aries era a constelaçao coberta pelo Sol na epoca da primavera. Ja hoje no mesmo dia que a milhares de anos atras a constelaçao coberta pelo Sol é peixes. E a partir de uma data incerta o SOl começou a passar por uma outra constelaçao: Ofiúco (entre escorpiao e sagitario)
Isso porque a Terra nao eh reta e sim inclinada em comparaçao ao Sol.
Veja agora o que seria seu "verdadeiro" signo (visao dos cientistas, o que nao altera em nada a astrologia):
Aríes
19 de abril a 13 de maio
Touro
14 de maio a 19 junho
Gemeos
20 junho a 20 julho
Cancer
21 de julho a 9 de agosto
Leao
10 de agosto a 15 de setembro
Virgem
16 de setembro a 30 de outubro
Libra
31 de outubro a 22 novembro
Escorpiao
23 de novembro a 29 de novembro
Ofiúco
30 de novembro a 17 de dezembro
Sagitario
18 de dezembro a 18 de janeiro
Capricornio
19 de janeiro a 15 de fevereiro
Áquario
16 de fevereiro a 11 de março
Peixes
12 de março a 18 de Abril
A chances de seu signo "real" ser outro sao de:
84% que mude um mes (mude para o signo anterior, Ex: Aquario - Capricornio)
2% que mude 2 meses ( Ex: Aquario - Sagitario)
16% que continue o mesmo
http://www.brasilescola.com/fisica/constelacoes-zodiacais.htm
O zodiaco nasceu a cerca de 10.000 anos antes de Cristo, quando por nessecidade de se saber as melhores epocas para o plantio, o homem começou a marcar o tempo pelas estrelas
As constelaçoes comecaram a surgir, mas o Sol passava na frente de apenas 12, das atuais 88. Essas foram chamadas de zodiaco pelo fato de quase todas terem o nome de animais.
Porem a cada ano o instante que o Sol cruza o equador celeste (momento em que ele atravessa o equador em direçao ao hemisferio norte, vindo do hemisferio sul. E equador nao e o pais e sim a linha toperas) varia de 20 minutos, e considerando 2 mil anos ate hoje da mais ou menos um mes, o que interfere na constelaçao coberta pelo sol na epoca.
Por exemplo, porque Aries é a primeira casa zodiacal? Pois na epoca o ano começava na primaveira (outono para nos) e Aries era a constelaçao coberta pelo Sol na epoca da primavera. Ja hoje no mesmo dia que a milhares de anos atras a constelaçao coberta pelo Sol é peixes. E a partir de uma data incerta o SOl começou a passar por uma outra constelaçao: Ofiúco (entre escorpiao e sagitario)
Isso porque a Terra nao eh reta e sim inclinada em comparaçao ao Sol.
Veja agora o que seria seu "verdadeiro" signo (visao dos cientistas, o que nao altera em nada a astrologia):
Aríes
19 de abril a 13 de maio
Touro
14 de maio a 19 junho
Gemeos
20 junho a 20 julho
Cancer
21 de julho a 9 de agosto
Leao
10 de agosto a 15 de setembro
Virgem
16 de setembro a 30 de outubro
Libra
31 de outubro a 22 novembro
Escorpiao
23 de novembro a 29 de novembro
Ofiúco
30 de novembro a 17 de dezembro
Sagitario
18 de dezembro a 18 de janeiro
Capricornio
19 de janeiro a 15 de fevereiro
Áquario
16 de fevereiro a 11 de março
Peixes
12 de março a 18 de Abril
A chances de seu signo "real" ser outro sao de:
84% que mude um mes (mude para o signo anterior, Ex: Aquario - Capricornio)
2% que mude 2 meses ( Ex: Aquario - Sagitario)
16% que continue o mesmo
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Contra aquecimento, Nasa propõe meios para 'esfriar' a Terra
Contra aquecimento, Nasa propõe meios para 'esfriar' a Terra
RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON
Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).
Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista "Science", se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão --grande fonte de poluição em países pobres-- até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
"As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam", disse à Folha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.
"Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá."
DIPLOMACIA
Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.
"No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais", diz o cientista.
"Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos."
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
"Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século."
CONTRA O METANO
1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas
CONTRA A FULIGEM
1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1033909-contra-aquecimento-nasa-propoe-meios-para-esfriar-a-terra.shtml
RAFAEL GARCIA
DE WASHINGTON
Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).
Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista "Science", se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias (leia mais abaixo), combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão --grande fonte de poluição em países pobres-- até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
"As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam", disse à Folha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.
"Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá."
DIPLOMACIA
Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.
"No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais", diz o cientista.
"Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos."
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
"Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século."
CONTRA O METANO
1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas
CONTRA A FULIGEM
1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1033909-contra-aquecimento-nasa-propoe-meios-para-esfriar-a-terra.shtml
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
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